Americanas busca eficiência em meio a desafios
Americanas busca recuperação, mas enfrenta novos prejuízos. A empresa aposta em eficiência operacional para reverter a situação.

Três anos após enfrentar a maior fraude corporativa do Brasil, a Americanas (AMER3) está em processo de reconstrução de sua trajetória quase centenária. No entanto, os números do segundo trimestre indicam que ainda há desafios significativos. A empresa registrou um prejuízo líquido de R$ 274 milhões entre abril e junho deste ano, um aumento de 179,6% em comparação aos R$ 98 milhões negativos do ano anterior. O Ebitda ajustado caiu 51,5%, atingindo R$ 145 milhões, enquanto a receita líquida diminuiu 1,7%, totalizando R$ 3,3 bilhões.
O CEO Fernando Soares,destacou que a companhia está focada na operação, apesar dos resultados financeiros negativos. "A nossa companhia ainda gera um resultado operacional negativo", afirmou Soares. A Americanas conseguiu reduzir a perda operacional de R$ 796 milhões no primeiro semestre de 2024 para R$ 297 milhões negativos neste semestre, uma melhora de cerca de R$ 250 milhões em um ano.
A empresa vem adotando uma gestão disciplinada de despesas, economizando R$ 76 milhões no semestre. O Same Stores Sales (SSS) cresceu 9,3% no primeiro semestre, enquanto as despesas de vendas, gerais e administrativas caíram 12,3% no segundo trimestre. As vendas online a partir do estoque das lojas físicas aumentaram 74,6% no semestre.
O CFO Sebastien Durchon explicou que os resultados são influenciados por comparações com anos anteriores, quando a empresa teve ganhos extraordinários por créditos fiscais e decisões judiciais. Agora, esses efeitos estão diminuindo, mas a operação está melhorando. Apesar disso, a Americanas enfrentou uma situação financeira mais apertada no trimestre, com aumento da dívida líquida para R$ 1,023 bilhão em junho.
Olivia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos, e Alexandre Pletes, da Faz Capital, avaliam que a empresa precisa priorizar eficiência e rentabilidade. A Americanas trocou dívidas antigas por R$ 2,15 bilhões em debêntures, mas o custo dessa estrutura é significativo, com juros de 128% do CDI.
Desde a revelação de inconsistências contábeis em 2023, a empresa passou por reestruturação financeira e entrou em recuperação judicial. Em março, pediu encerramento do processo na 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. Recentemente, a Polícia Federal iniciou uma nova fase da Operação Disclosure, mas a Americanas não foi alvo direto.
Soares afirma que a "nova Americanas" está focada em reduzir a dependência do e-commerce, fortalecer lojas físicas e integrar a rede à estratégia digital. A empresa aposta em serviços financeiros, cartões, publicidade e logística para diversificar receitas. O programa de fidelidade já conta com 38 milhões de consumidores, que gastam três vezes mais nas lojas.
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Thiago A. Busarello é cristão. Especialista em negócios, inovação e estratégia, com atuação direta na estruturação, gestão e escala de empresas, combinando experiência prática de mercado com visão orientada a dados, tecnologia e tomada de decisão. Com formação em Administração, MBA em Finanças pela FGV e especializações em ciência de dados, governança e investimento, atua como investidor-anjo, mentor e executivo, apoiando empresas e empreendedores na construção de modelos de negócio mais eficientes, competitivos e preparados para crescer de forma sustentável em um cenário cada vez mais dinâmico.
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