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Vice-governador do Maranhão comprou R$ 4,7 milhões em imóveis na planta, revela investigação

Vice-governador do Maranhão comprou R$ 4,7 milhões em imóveis na planta, revela investigação
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O vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão (PT), comprou R$ 4,7 milhões em imóveis na planta desde janeiro de 2022. A informação foi divulgada após quebra de sigilo bancário, segundo o Ministério Público.

A Procuradoria aponta "existência de patrimônio imobiliário significativamente elevado e em descompasso com os rendimentos mensais" do cargo.

Declarações de Imposto de Renda

O procurador-geral de Justiça do Maranhão, Danilo José de Castro Ferreira, informou que não foram identificadas nas declarações de ajuste anual do Imposto de Renda Pessoa Física de Felipe Camarão referências aos imóveis na planta.

A investigação detalha que, segundo dados da Declaração de Informações sobre Atividades Imobiliárias (DIMOB), foram celebrados contratos de aquisição de imóveis na planta que, somados, alcançam R$ 4.777.130,99.

A quebra de sigilo bancário do vice-governador revelou 19 transações financeiras para empreendimentos imobiliários, no valor de R$ 503 mil.

O procurador explicou que as pessoas jurídicas destinatárias são Sociedades de Propósito Específico (SPEs), estrutura usualmente empregada no setor imobiliário para a administração de empreendimentos.

A investigação aponta que a DIMOB não registra contrato em nome de Felipe Costa Camarão relacionado ao empreendimento SPE DOM RICARDO EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA., apesar da existência de pagamentos vinculados a tal pessoa jurídica no fluxo bancário examinado.

Pedido de Afastamento

O Ministério Público apresentou um pedido de afastamento imediato de Felipe Camarão ao Tribunal de Justiça do Estado.

Além de Camarão, o MP pede o afastamento do tenente-coronel Thiago Arruda Brasil, e do policial militar Alexandre Guimarães Nascimento, ambos lotados no Gabinete Militar do Palácio dos Leões.

A Procuradoria avalia que as provas revelam movimentações milionárias realizadas por terceiros, estruturadas em operações de fracionamento, dissimulação e ocultação.

O documento aponta que o dinheiro que circulou na conta do vice não é salarial, mas tem origem em receitas de outra natureza.

O fluxo criminoso, segundo o procurador, incluiu transferências e pagamentos em benefício de Camarão e de integrantes de seu núcleo familiar, sem que, ao menos por ora, tenha sido identificada relação negocial idônea apta a conferir lastro lícito a tais operações.

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