Tarifas de Trump: Impacto menor na economia dos EUA por isenções e evasão

Tarifas de Trump: Impacto menor na economia dos EUA por isenções e evasão
As tarifas de importação impostas pelo ex-presidente Donald Trump nos Estados Unidos tiveram um impacto menor na economia do que o previsto inicialmente. Um estudo de economistas das universidades Harvard e Chicago aponta que a taxa efetiva das tarifas ficou abaixo do anunciado devido a isenções, redução de tarifas e evasão.
Taxas menores que o anunciado
A pesquisa indica que a tarifa efetiva dos EUA em setembro foi de 14,1%, aproximadamente metade dos 27,4% nominais. Em abril, o pico foi de 32,8%. Gita Gopinath, economista de Harvard e ex-vice-diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, afirmou que as tarifas reais foram menores do que as anunciadas, minimizando seus efeitos.
Isenções e acordos comerciais
Diversos fatores contribuíram para a redução das tarifas. Isenções foram concedidas a produtos que já estavam em trânsito e para setores específicos, como semicondutores. Empresas também se beneficiaram do acordo Estados Unidos-México-Canadá, que permitiu isenção de tarifas para produtos majoritariamente fabricados na América do Norte. Em 2025, 90% dos produtos do Canadá e México foram declarados compatíveis com o acordo, ante menos de 50% no ano anterior.
Evasão e adiamentos
A evasão tarifária, através da alteração de informações em formulários alfandegários, também reduziu o impacto das tarifas. Além disso, o governo Trump adiou o aumento de tarifas sobre determinados produtos, como bancadas de banheiro e móveis. O Departamento de Comércio recuou de planos de impor tarifas sobre importações de massa italiana.
Quem paga a tarifa?
Apesar da menor taxa efetiva, o estudo aponta que as tarifas ainda impactaram empresas e consumidores americanos. Os economistas calcularam que os importadores americanos arcaram com a maior parte do custo, com 94% das tarifas sendo repassadas às empresas dos EUA em 2025. A participação da China nas importações americanas caiu para 8% no fim de 2025, ante 22% no fim de 2017.
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