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Tarcísio de Freitas vê 'oportunidade' em classificação de PCC e CV como terroristas pelos EUA

Tarcísio de Freitas vê 'oportunidade' em classificação de PCC e CV como terroristas pelos EUA
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que a possível classificação do Primeiro Comando Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos representa uma “oportunidade”. A declaração foi dada após a gestão de Donald Trump considerar os grupos criminosos uma “ameaça significativa à segurança regional”.

Tarcísio de Freitas se manifestou sobre o tema durante entrevista a jornalistas no Centro Operacional do Metrô de São Paulo.

Declaração de Tarcísio

“Enxergo isso como uma oportunidade, porque, a partir do momento em que um governo como o dos Estados Unidos encara o PCC como organização terrorista, e é, de fato, o que eles são, fica mais fácil. Fica aberto o caminho da cooperação para que a gente possa integrar inteligência, trazer recursos financeiros e fazer um combate ainda mais efetivo”, disse Tarcísio.

Em novembro, Tarcísio já havia defendido a classificação do PCC como organização terrorista.

O Departamento de Estado dos EUA informou que o PCC e o CV representam ameaças significativas à segurança regional devido ao envolvimento com tráfico de drogas, violência e crime transnacional.

Segundo formuladores da política externa brasileira, a classificação poderia servir como um aval para interferência militar direta no país.

O Brasil tem defendido o aprofundamento da cooperação bilateral em segurança, com o argumento de que o combate ao crime deve preservar a soberania nacional.

O professor de Direito Penal Thiago Bottino, da Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ), afirmou que classificar facções como equivalentes a grupos terroristas é um equívoco. Para Bottino, as organizações criminosas não têm o traço de contestação política que o terrorismo possui.

O cientista político Maurício Santoro, professor de Relações Internacionais e colaborador do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha, mencionou que a decisão do governo Trump busca permitir que as Forças Armadas dos EUA participem de ações de combate ao crime organizado no continente americano.

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