Repressão no Irã reduz protestos, dizem moradores e grupo de direitos humanos

A repressão iraniana parece ter silenciado os protestos no país, segundo relatos de moradores e do grupo de direitos humanos Hengaw. As manifestações, que começaram em 28 de dezembro devido à inflação e se expandiram, agora enfrentam um ambiente de segurança restritivo, com forte presença militar em diversas cidades.
Tranquilidade em meio à repressão
Moradores de Teerã relataram tranquilidade na capital desde domingo, com drones sobrevoando a cidade e ausência de protestos na quinta e sexta-feira. Da mesma forma, um morador de uma cidade do norte, no Mar Cáspio, descreveu as ruas como calmas. O grupo Hengaw, com sede na Noruega, confirmou a ausência de protestos desde domingo e a forte presença de segurança em locais onde houve manifestações.
A situação ocorre após ameaças dos Estados Unidos de intervir, caso as mortes continuassem. O presidente americano, Donald Trump, teria sido informado de que as mortes diminuíram e que um ataque ao Irã exigiria maior poderio militar no Oriente Médio. Aliados dos EUA, como Arábia Saudita e Catar, conduziram esforços diplomáticos para evitar uma ação militar americana, alertando sobre as consequências regionais.
A Casa Branca afirmou que Trump está monitorando a situação e alertou o Irã sobre "graves consequências" caso as mortes continuassem. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, informou que 800 execuções programadas foram interrompidas. Trump recebeu uma medalha do Nobel de María Corina Machado, líder da oposição venezuelana.
A mídia estatal iraniana relatou mais prisões na sexta-feira. A diminuição dos protestos sugere que a repressão tem surtido efeito, mas a situação permanece tensa.
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