Polícia Federal substitui delegado em investigação sobre Lulinha
Polícia Federal substitui delegado em inquérito do INSS que envolve Lulinha, filho do presidente Lula.

A Polícia Federal realizou uma troca significativa no comando do inquérito que investiga desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O delegado Guilherme Figueiredo Silva, que liderava a Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários, foi substituído. Ele havia solicitado uma investigação envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo matéria publicada pelo Infomoney Política, não está claro se a troca foi um pedido do próprio delegado ou uma decisão da corporação.
Guilherme Figueiredo Silva desempenhou um papel crucial na condução das investigações, incluindo a prisão de Antônio Camilo Antunes, apelidado de Careca do INSS, acusado de liderar um esquema de desvio de aposentadorias. A mudança no comando do caso resultou em uma reunião entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, e a equipe da Polícia Federal para discutir o assunto.
A investigação sobre Lulinha gerou críticas de sua defesa, que argumentava a falta de fundamentos para as ações tomadas contra ele. A Polícia Federal havia solicitado a quebra do sigilo bancário de Lulinha, autorizada por André Mendonça, e investigou transações financeiras suspeitas de uma amiga, Roberta Luchsinger. As defesas de ambos negam qualquer envolvimento em irregularidades.
O foco na investigação sobre Lulinha surgiu após o depoimento de um ex-funcionário do Careca do INSS, que mencionou um suposto pagamento de mesada ao filho do presidente. A Polícia Federal descobriu um contrato entre o Careca do INSS e Roberta Luchsinger, no valor de R$ 1,5 milhão, e questiona se Lulinha poderia ser um sócio oculto. A defesa de Lulinha reconheceu ao STF que ele viajou a Portugal com despesas pagas pelo Careca do INSS para explorar um potencial negócio de cannabis medicinal, mas afirma que o empreendimento não prosperou e que não houve recebimento de recursos.
Com informações de Infomoney Política.
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