Mais de R$ 230 milhões em jogo
Estudantes da Link School criam startups que geram R$ 130 milhões em valor.
Como estudantes estão criando startups de verdade ainda na faculdade
Enquanto muita gente ainda discute se empreendedorismo pode ser ensinado, um grupo de estudantes já está fazendo — e em alto nível.
As startups criadas por alunos da Link School of Business já somam mais de R$ 130 milhões em valor gerado, além de R$ 100 milhões captados ao longo do último ano.
E não estamos falando de projetos acadêmicos.
Estamos falando de negócios reais, com mercado, investimento e crescimento.
Aprender fazendo e faturando
O modelo da Link parte de uma lógica simples, mas poderosa:
empreendedorismo não se ensina só na teoria.
Os alunos são incentivados desde cedo a:
criar startups
validar ideias no mercado
buscar investimento
lidar com desafios reais
Na prática, isso transforma a jornada acadêmica em um ambiente de construção de negócios.
E os números mostram que está funcionando.
O novo perfil do empreendedor começa mais cedo
Esse movimento revela uma mudança importante no ecossistema.
O empreendedor não está mais surgindo apenas depois da faculdade, ou após anos de experiência corporativa.
Ele está sendo formado durante o processo.
Mais do que isso:
está sendo testado em ambiente real.
Isso acelera aprendizado, amadurecimento e, principalmente, capacidade de execução.
Startups como laboratório de carreira
Outro ponto interessante é que, nesse modelo, a startup deixa de ser apenas um objetivo final.
Ela se torna um laboratório.
Mesmo quando um negócio não escala, o aprendizado gerado é altamente valioso:
visão de mercado
tomada de decisão sob pressão
construção de produto
relacionamento com investidores
Ou seja:
o erro deixa de ser custo e passa a ser ativo de formação.
O recado para o mercado é claro
O que está acontecendo na Link School não é um caso isolado.
É um sinal.
O modelo tradicional de formação está sendo pressionado por uma nova lógica:
mais prática, mais execução, mais conexão com o mercado.
E isso levanta uma reflexão importante:
quantos talentos o mercado está perdendo por falta de ambientes que incentivem a construção, e não apenas o aprendizado teórico?
O futuro da educação empreendedora
Se por um lado os números chamam atenção, por outro o impacto vai além.
Esse tipo de formação tende a gerar uma nova geração de empreendedores:
mais preparados
mais rápidos
mais orientados a resultado
menos dependentes de validação externa
E isso pode mudar o ritmo de criação de negócios no Brasil.
Um movimento que vale acompanhar
Quando estudantes conseguem gerar mais de R$ 130 milhões em valor e captar R$ 100 milhões, a discussão deixa de ser sobre potencial.
Passa a ser sobre realidade.
E talvez o ponto mais interessante seja esse:
essas empresas não nasceram apesar do ambiente educacional.
Elas nasceram por causa dele.
E isso muda completamente o jogo.
Sobre o autor

136 matérias publicadas
Thiago A. Busarello é cristão. Especialista em negócios, inovação e estratégia, com atuação direta na estruturação, gestão e escala de empresas, combinando experiência prática de mercado com visão orientada a dados, tecnologia e tomada de decisão. Com formação em Administração, MBA em Finanças pela FGV e especializações em ciência de dados, governança e investimento, atua como investidor-anjo, mentor e executivo, apoiando empresas e empreendedores na construção de modelos de negócio mais eficientes, competitivos e preparados para crescer de forma sustentável em um cenário cada vez mais dinâmico.
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