Kashkari, do Fed, diz ser cedo para cortar juros, apesar da inflação persistente

O presidente do Federal Reserve de Minneapolis, Neel Kashkari, afirmou ao New York Times que é "muito cedo" para reduzir as taxas de juros, em declarações divulgadas nesta quarta-feira (14).
Kashkari ressaltou não ver motivo para cortes imediatos, considerando a força do mercado de trabalho e a inflação acima da meta do Fed. O membro do Fed também indicou que pode apoiar uma redução nas taxas ainda este ano, caso a taxa de desemprego, que foi de 4,4% em dezembro, suba, especialmente se a inflação também diminuir.
Preocupação com a inflação
Kashkari expressou preocupação com a inflação, que permanece acima da meta de 2% do Fed há anos e pode continuar alta por mais dois ou três anos, segundo o jornal. Um relatório governamental divulgado na terça-feira indicou que os preços ao consumidor subiram 2,7% no mês passado em comparação com o ano anterior.
O Fed deve manter a taxa de juros na faixa atual de 3,50% a 3,75% em sua próxima reunião, que acontece em duas semanas, após ter cortado em 75 pontos-base em 2025.
Kashkari, que tem direito a voto nas decisões sobre as taxas este ano, reiterou que não há "nenhum ímpeto para cortar em janeiro".
Os comentários do presidente do Fed de Minneapolis ecoam declarações anteriores e apontam para uma postura cautelosa diante dos desafios econômicos atuais.
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