Gestão na Oktoberfest: lições para empresas de Blumenau
Por trás de cada chope servido existe uma operação que começa meses antes. A Oktoberfest é a prova de que marca de cidade se constrói com execução, e essa lição vale para qualquer empresa.

A Oktoberfest nasceu em 1984 de uma necessidade concreta: reerguer Blumenau depois de uma enchente. Quatro décadas depois, a festa que começou como esforço de reconstrução virou uma das maiores operações de evento do país.

Festa é operação
Quem fornece para a cidade percebe a Oktoberfest muito antes da abertura dos portões. Restaurantes reforçam cozinhas, hotéis revisam instalações, cervejarias ampliam capacidade, comércio prepara estoque. Iluminação, energia, água, refrigeração: cada detalhe precisa funcionar sob uma demanda que multiplica em poucos dias.
Nenhum visitante pensa nisso enquanto brinda. E esse é exatamente o ponto. Uma operação bem feita é invisível. Só aparece quando falha.
Marca de cidade se constrói com execução
Blumenau é conhecida no mundo inteiro por causa da festa. Mas reputação não se sustenta só com tradição. Se sustenta com o banheiro que funciona, com a luz que não cai, com o abastecimento que não acaba no sábado à noite. A imagem que o visitante leva para casa é feita de centenas de pequenas entregas bem executadas.
Vale para cidades e vale para empresas. Marca forte não é a que promete mais, é a que falha menos quando a demanda aperta.

O que fica depois de outubro
Toda empresa tem a sua Oktoberfest: um pico de demanda que testa estoque, equipe e processo ao mesmo tempo. Pode ser a Black Friday, a virada de estação, a entrega de uma grande obra. A lição da festa é clara: o pico se vence antes de começar, com planejamento, manutenção preventiva e parceiros que entendem a urgência do outro lado.manutenção preventiva e parceiros que entendem a urgência do outro lado. Uma festa que nasceu para reconstruir Blumenau continua ensinando que crescer é, antes de tudo, saber executar.
correamte.com.br · @correamtes
Sobre o autor

38 matérias publicadas
CEO do Grupo Corrêa, um dos maiores conglomerados do setor elétrico e varejista do Sul do Brasil. Com uma trajetória inspiradora de superação, iniciou sua carreira aos 14 anos trabalhando no almoxarifado e hoje lidera um grupo empresarial que fatura mais de R$ 240 milhões por ano. Sob sua gestão, o Grupo Corrêa não apenas superou uma recuperação judicial em 2016, mas também alcançou a 14ª posição nacional em seu segmento, sendo a única empresa do setor elétrico no ranking. Sua liderança é marcada pela construção de uma cultura organizacional forte e inimitável. Reconhecido pelo Prêmio ANAMACO, considerado o Oscar da Construção Civil Brasileira por dois anos consecutivos, Juliano também é o idealizador do Projeto Inspiração Corrêa, uma iniciativa voltada ao apoio de jovens atletas e empreendedores, demonstrando que o verdadeiro sucesso empresarial está no cuidado com a sociedade.
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