G7 discute liberação de reservas estratégicas de petróleo após alta de preços

Os ministros das Finanças do G7 se reunirão por videoconferência nesta segunda-feira (9) para discutir a possibilidade de liberar reservas estratégicas de petróleo. A reunião foi convocada em resposta à alta de preços causada pela guerra no Golfo.
Fatih Birol, diretor executivo da Agência Internacional de Energia (IEA), participará da reunião, segundo fontes.
Possível Liberação Coordenada
A iniciativa prevê uma liberação conjunta de petróleo dos estoques mantidos pelos países membros da IEA. Fontes envolvidas nas discussões indicam que o volume avaliado está entre 300 milhões e 400 milhões de barris, o que representa de 25% a 30% dos 1,2 bilhão de barris armazenados nas reservas estratégicas.
Até o momento, três países do G7 já demonstraram apoio à proposta.
Contexto da Reunião
A discussão ocorre após a alta nos preços do petróleo desde o início da guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.
O Brent, referência internacional, chegou a subir 24% durante as negociações na Ásia, atingindo US$ 116,71 por barril, antes de reduzir parte dos ganhos e operar com alta próxima de 19%, a US$ 110,85 após a notícia da reunião.
O petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, chegou a subir 28%, para US$ 116,45, antes de recuar para cerca de US$ 102,87 o barril, ainda com alta de mais de 13%.
Sistema de Reservas Estratégicas
Os estoques estratégicos de petróleo fazem parte de um sistema coletivo criado em 1974 com a fundação da IEA.
Os 32 países membros da agência mantêm reservas públicas que somam cerca de 1,24 bilhão de barris, além de aproximadamente 600 milhões de barris adicionais em estoques da indústria.
Esse volume poderia cobrir quase um mês de demanda total por petróleo nos países membros ou mais de 140 dias de importações líquidas, de acordo com um documento preparado para uma reunião de emergência da IEA na semana passada.
Estados Unidos e Japão concentram cerca de 700 milhões de barris dessas reservas públicas.
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