Ex-governador Cláudio Castro é condenado e se junta a lista de gestores do Rio afastados

O ex-governador do Rio de Janeiro e pré-candidato ao Senado, Cláudio Castro (PL), foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira. A decisão o torna inelegível pelos próximos oito anos.
Castro renunciou ao cargo na véspera do julgamento, em uma tentativa de evitar a destituição. A Justiça Eleitoral considerou Castro culpado por envolvimento em esquema de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
Antecessores de Castro
O antecessor de Castro, Wilson Witzel, foi destituído por impeachment. Antes dele, outros governadores do Rio foram presos e condenados após o fim de seus mandatos.
- Wilson Witzel (2019-2021): Teve o processo de impeachment consumado, acusado por suposto envolvimento em fraudes na compra de equipamentos durante a pandemia da Covid-19.
- Luiz Fernando Pezão (2015-2018): Foi preso em novembro de 2018, enquanto ainda ocupava o cargo, por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
- Sérgio Cabral (2007-2014): Colecionou denúncias e processos por crimes como corrupção e lavagem de dinheiro, sendo condenado em 23 processos.
- Rosinha Garotinho (2003-2006): Foi presa em novembro de 2017 por integrar organização criminosa.
- Anthony Garotinho (1999-2002): Foi preso por corrupção eleitoral.
- Moreira Franco (1987-1991): Foi preso pela Operação Lava-Jato, mas absolvido das acusações de improbidade administrativa.
Entenda a condenação de Castro
As investigações apontaram que Castro utilizou a Fundação Ceperj e a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) para financiar cabos eleitorais. A investigação teve início em 2022. O caso foi julgado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) em maio de 2024. Recursos levaram o caso ao TSE.
Em março, o ministro Antônio Carlos Ferreira afirmou que Castro teve "participação direta" no abuso de poder. O julgamento foi retomado nesta terça-feira e Castro foi condenado.
Com a renúncia de Castro, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), Ricardo Couto, assume o cargo de forma provisória. Um novo governador será escolhido por meio de eleição indireta, realizada pelos deputados estaduais.
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