Diamante revela água a 660 km de profundidade
Diamante de Botsuana revela água a 660 km de profundidade, reforçando modelos geofísicos.

Um diamante de 1,5 quilate extraído da mina Karowe, em Botsuana, surpreendeu o mundo científico ao fornecer a primeira amostra direta da fronteira entre a zona de transição e o manto inferior da Terra, a 660 km de profundidade. A pesquisa, publicada na Nature Geoscience em setembro de 2022, confirma a presença de água ligada em minerais nesta região.
Descoberta revolucionária
O diamante, classificado como tipo laB, contém inclusões de minerais como ringwoodita, ferropericlase e enstatita, formadas sob pressão de 23,5 GPa e temperatura de aproximadamente 1.650 °C. A presença de hidroxila (OH) na ringwoodita indica um ambiente peridotítico hidratado exatamente na descontinuidade de 660 km.
Implicações científicas
Os resultados da pesquisa sugerem que a zona de transição pode atuar como um grande reservatório de água, possivelmente contendo várias vezes o volume dos oceanos superficiais, embora dissolvida em minerais. Isso pode influenciar a convecção do manto, o vulcanismo e a tectônica de placas.
Frank Brenker, coautor do estudo, afirmou: "A zona de transição não é uma esponja seca".
Esta amostra é mais precisa que a descoberta de 2014 no Brasil, pois define melhor a profundidade e a composição do manto.
Diamantes como este funcionam como cápsulas do tempo, trazendo evidências diretas do interior do nosso planeta. O estudo valida modelos geofísicos e fortalece a compreensão do ciclo profundo da água.
Sobre o autor

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Fundou a Artepro Comunicação, construiu uma operação que funciona sem ele — e foi para o conselho. Empresário, conselheiro, host do Empreenda SC e criador do Método A.R.T.E. Escreve sobre gestão, liderança e cultura a partir de quem realmente viveu.
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