CVM acusa ex-CEO da CVC por fraude contábil de R$ 362 milhões

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) acusou formalmente Luiz Fernando Fogaça, ex-CEO da CVC Brasil, em um processo que investiga irregularidades financeiras na operadora de viagens. A informação foi confirmada pelo Times Brasil.
A acusação, assinada em dezembro de 2025 e revelada em 30 de janeiro de 2026, aponta inconsistências contábeis de R$ 362 milhões nos balanços da companhia entre 2015 e 2019.
Fogaça atuou como diretor financeiro por oito anos antes de assumir o cargo de CEO entre 2019 e 2020. Ele é suspeito de envolvimento em fraudes que teriam favorecido o pagamento de bônus indevidos a executivos.
A investigação indica que os controles internos da CVC já haviam identificado os problemas anteriormente. O processo tramita na CVM sob o número 19957.007223/2022-41, aberto em 24 de junho de 2022.
Andamento do Processo
O caso apura possível quebra de deveres fiduciários ou eventual fraude cometida por administradores da CVC Brasil Operadora e Agência de Viagens S.A., envolvendo demonstrações contábeis e controles internos da companhia entre 2015 e 2019. Atualmente, o caso está na fase de citação e envio de defesas, com Fogaça formalmente citado como acusado em 30 de janeiro de 2026.
As ações da CVC (CVCB3) são negociadas a R$ 2,54, o que representa 6,7% do valor que tinham no final de 2019 (R$ 37,69). Em janeiro de 2019, as ações chegaram a R$ 55,48.
O valor de mercado atual da CVC na Bolsa brasileira é de aproximadamente R$ 1,34 bilhão.
O processo segue em tramitação no órgão regulador e pode resultar em multas e proibição de atuação no mercado de capitais para os envolvidos.
A CVC informou ao Times Brasil que vai se manifestar sobre o caso.
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