Com 82 milhões de inadimplentes, governo prepara novo programa para renegociar dívidas

O governo federal deve anunciar ainda nesta semana uma nova versão do Desenrola, programa de renegociação de dívidas voltado à população endividada.
A medida chega em meio a um cenário recorde: o endividamento das famílias brasileiras atingiu 80,4% em março, maior nível da série histórica da CNC. Já a inadimplência chegou a 81,7 milhões de pessoas em fevereiro, segundo a Serasa.
O novo Desenrola deve permitir o uso de parte do FGTS para renegociação de dívidas, com descontos que podem chegar a 90%. O foco será em dívidas mais caras, como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal sem garantia.
As regras finais ainda não foram divulgadas, mas uma das possibilidades em estudo é limitar o programa a pessoas com renda de até cinco salários mínimos.
A iniciativa, porém, já divide opiniões. Para o governo, o programa tenta conter o avanço da inadimplência em um cenário de juros ainda altos. Para críticos, o risco é repetir uma solução temporária para um problema estrutural: o brasileiro renegocia, mas continua pressionado por renda curta, crédito caro e consumo comprometido.
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