CNI: Região Sul seria mais afetada por redução da jornada para 40 horas

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou um estudo na sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026, sobre os impactos de uma possível redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais.
O estudo analisou dois cenários: compensação da medida com horas extras ou com novas contratações. A região Sul lideraria os impactos em ambos os casos.
Impactos por região
No cenário de compensação por horas extras, as indústrias da região Sul teriam aumento estimado de até 8,1% nos custos. No Sudeste, o aumento seria de 7,3%, seguido pelo Nordeste (6,1%) e pelas regiões Norte e Centro-Oeste (5,5% cada).
Caso a recomposição fosse feita por meio da contratação de novos trabalhadores, o ranking seria: Sul (5,4%); Sudeste (4,9%); Nordeste (4,1%); e Norte e Centro-Oeste (3,7% cada). O Sudeste concentraria o maior impacto absoluto, com acréscimo nos custos estimado em R$ 95,8 bilhões.
Custos totais
Em termos absolutos, o Sudeste teria o maior aumento de custo, com um impacto estimado em R$ 143,8 bilhões. A CNI calculou que a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais pode elevar em até R$ 267,2 bilhões por ano os custos com empregados formais, representando um acréscimo estimado de até 7% na folha de pagamentos das empresas.
A CNI aponta que a compensação integral das horas reduzidas seria difícil de implementar, sendo "economicamente improvável e operacionalmente inviável em grande parte dos segmentos industriais".
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