China impede saída de fundadores da Manus AI após compra pela Meta

As autoridades chinesas proibiram dois cofundadores da Manus de deixar o país, após a aquisição da startup de inteligência artificial pela Meta Platforms Inc., em 2025, por US$ 2 bilhões. A informação foi divulgada pelo Financial Times.
Xiao Hong e Ji Yichao foram convocados em Pequim para uma reunião com a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, órgão de planejamento econômico, segundo o FT. A dupla, residente em Singapura, foi questionada sobre possíveis violações de regras de investimento estrangeiro direto e, em seguida, informada sobre a proibição de deixar a China.
Investigação sobre a compra
Desde janeiro, Pequim investiga se a compra pela Meta violou regulamentos, com possíveis implicações de segurança nacional. A análise ainda está em andamento.
A Manus estava sendo vista como um exemplo de sucesso para empreendedores locais. A empresa transferiu sua sede e equipe principal para Singapura em 2022, após uma rodada de financiamento liderada pela Benchmark Capital.
Afiliadas da Manus, como a Beijing Butterfly Effect Technology, seguem registradas na China. Em janeiro, o Ministério do Comércio chinês informou que avaliaria, em conjunto com outras agências, se a compra pela Meta está em conformidade com as leis locais sobre controle de exportações, importação e exportação de tecnologia e investimentos no exterior.
Em dezembro, a Meta anunciou a compra da Manus, vista como um reforço para seus esforços com agentes de IA.
A Manus está buscando ajuda jurídica para resolver a situação. Em um cenário extremo, a transação poderia ser desfeita, segundo o jornal. Um porta-voz da Meta afirmou que a empresa espera uma solução adequada para a investigação.
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