CDBs de curto prazo pagam mais que títulos de longo prazo em janeiro

Em janeiro, investidores de CDBs se depararam com uma situação incomum: títulos de curto prazo apresentaram maior remuneração em comparação aos de longo prazo.
Um levantamento da Quantum Finance, a pedido do InfoMoney, revelou que a média de remuneração dos CDBs indexados à inflação com prazo de 12 meses foi de 8,33% acima do IPCA. Em contraste, os títulos com vencimento em 36 meses tiveram média de IPCA + 7,46%.
Taxas de CDBs indexados à inflação
Entre 31 de dezembro de 2025 e 30 de janeiro de 2026, os CDBs indexados à inflação apresentaram as seguintes taxas:
- 12 meses: taxa mínima de 7,99%, taxa média de 8,33%, taxa máxima de 8,66% (61 títulos), com o Haitong Brasil oferecendo a maior taxa.
- 24 meses: taxa mínima de 7,22%, taxa média de 7,64%, taxa máxima de 8,22% (40 títulos), com o Haitong Brasil oferecendo a maior taxa.
- 36 meses: taxa mínima de 6,96%, taxa média de 7,46%, taxa máxima de 7,88% (44 títulos), com o Haitong Brasil oferecendo a maior taxa.
CDBs pós-fixados e prefixados
Os CDBs pós-fixados mostraram um cenário semelhante. Títulos de três meses chegaram a 108% do CDI, equiparando-se a aplicações de um ano e, em alguns casos, superando os de dois anos.
As taxas mínimas, médias e máximas dos CDBs indexados ao CDI entre 31/12/2025 e 30/01/2026 foram:
- 3 meses: taxa mínima de 97,50%, taxa média de 100,15%, taxa máxima de 108,00% (52 títulos), com o Banco Pleno oferecendo a maior taxa.
- 6 meses: taxa mínima de 97,50%, taxa média de 99,04%, taxa máxima de 103,00% (54 títulos), com o Paraná Banco oferecendo a maior taxa.
- 12 meses: taxa mínima de 90,00%, taxa média de 99,80%, taxa máxima de 108,00% (99 títulos), com o Banco Original oferecendo a maior taxa.
- 24 meses: taxa mínima de 96,85%, taxa média de 99,93%, taxa máxima de 106,00% (55 títulos), com o BancoSeguro oferecendo a maior taxa.
- 36 meses: taxa mínima de 98,65%, taxa média de 100,74%, taxa máxima de 110,00% (62 títulos), com o Banco Pine oferecendo a maior taxa.
Em relação aos CDBs prefixados, as taxas mínimas, médias e máximas entre 31/12/2025 e 30/01/2026 foram:
- 3 meses: taxa mínima de 14,63%, taxa média de 14,69%, taxa máxima de 14,74% (2 títulos), com Stellantis Financiamentos oferecendo a maior taxa.
- 6 meses: taxa mínima de 13,70%, taxa média de 13,96%, taxa máxima de 14,29% (31 títulos), com ABC Brasil oferecendo a maior taxa.
- 12 meses: taxa mínima de 12,65%, taxa média de 13,28%, taxa máxima de 14,50% (23 títulos), com Sinosserra Financeira oferecendo a maior taxa.
- 24 meses: taxa mínima de 12,41%, taxa média de 12,86%, taxa máxima de 14,05% (11 títulos), com Sinosserra Financeira oferecendo a maior taxa.
- 36 meses: taxa mínima de 12,51%, taxa média de 13,83%, taxa máxima de 16,50% (33 títulos), com Facta Financeira oferecendo a maior taxa.
Bancos médios e de nicho
Bancos médios e de nicho, como Banco Pine, Haitong, Pleno e Paraná Banco, lideraram o ranking de maiores taxas em janeiro.
A projeção para fevereiro é de manutenção ou leve queda nas taxas, sem grandes alterações.
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