Brasil supera EUA e se torna o maior produtor mundial de carne bovina
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BARRETOS, Brasil, 7 Jan (Reuters) – O Brasil superou os Estados Unidos como maior produtor mundial de carne bovina no ano passado, após o país sul-americano ultrapassar as estimativas de produção em centenas de milhares de toneladas, aliviando a oferta global.
Exportações Brasileiras e Demanda Global
O Brasil já era o maior exportador de carne bovina, com embarques avaliados em quase US$ 17 bilhões em 2025, de acordo com dados comerciais do governo divulgados na terça-feira. A alta demanda de países como China e EUA, onde a baixa oferta elevou os preços da carne bovina, impulsionou as exportações.
Aumento da Produtividade no Brasil
Fazendeiros têm enviado mais animais para o abate, lucrando com a alta demanda. Vinicius Barbosa, gerente comercial da CMA em Barretos, informou que a idade média do gado abatido no Brasil caiu de cinco anos, há dez anos, para 36 meses, e está se aproximando de 24 meses. A produção brasileira de carne bovina superou as previsões para 2025, com um crescimento de 4%, enquanto a projeção inicial era de queda de 2,7%, segundo Mauricio Nogueira, diretor da Athenagro. O aumento de cerca de 800.000 toneladas foi aproximadamente igual ao total das exportações anuais da Argentina, o quinto maior exportador de carne bovina do mundo.
Estimativas e Projeções Futuras
O Rabobank, que esperava uma diminuição na produção brasileira em 2025, agora prevê um crescimento de 0,5% para 12,5 milhões de toneladas de peso equivalente em carcaça. Em dezembro, o Departamento de Agricultura dos EUA aumentou sua estimativa para a produção brasileira de carne bovina em 450.000 toneladas, para 12,35 milhões de toneladas. A Scot Consultoria espera que quase 28% do gado abatido no Brasil seja confinado até 2027, em comparação com 22% em 2025. O USDA espera que a produção dos seis maiores produtores do mundo caia em 2026 em um total de 2,4%.
Impacto da Produção Brasileira no Mercado
O USDA espera que a produção brasileira caia 5,3% para 11,7 milhões de toneladas de peso equivalente em carcaça este ano. Se as estimativas de Nogueira forem confirmadas e a produção aumentar para cerca de 12,6 milhões de toneladas, o declínio nos seis maiores produtores seria de apenas 0,2%. Guilherme Jank, analista da Datagro, afirmou que a demanda internacional por carne bovina brasileira é alta e que frigoríficos locais aumentaram sua capacidade.
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