Bitcoin: Criptomoeda recua após alta, dizem Mercado Bitcoin e Coinbase

O Bitcoin, que superou US$ 100 mil após a eleição de Donald Trump em 2024, atingindo US$ 126 mil em outubro de 2025, está atualmente cotado em torno de US$ 70 mil em 2026. A queda e as perspectivas de recuperação foram analisadas por Fabrício Tota, VP de Negócios Cripto do Mercado Bitcoin (MB), e Fabio Plein, diretor regional da Coinbase.
Queda do Bitcoin
Fabrício Tota, do MB, mencionou que a euforia de 2025 esteve ligada ao governo Trump e suas promessas de regulação favorável ao setor. Contudo, a pauta cripto perdeu espaço para outras prioridades governamentais.
Outros fatores influenciaram o preço da moeda. A queda mais lenta do que o esperado das taxas de juros nos Estados Unidos impactou o Bitcoin, que é visto como um ativo de risco. A competição com a inteligência artificial, que atraiu capital que poderia ter ido para cripto, e a instabilidade geopolítica também afetaram o valor do Bitcoin.
Bitcoin como reserva de valor
O protocolo do Bitcoin limita a emissão total a 21 milhões de unidades da moeda. A cada quatro anos, um evento chamado halving reduz pela metade a recompensa dos mineradores. O último halving ocorreu em 2024. Atualmente, são mineradas cerca de 450 unidades de BTC por dia no mundo, conforme Fabio Plein, da Coinbase.
A alta recente da criptomoeda esteve relacionada ao ataque dos Estados Unidos ao Irã. Fabrício pondera que, em uma recessão global, não está claro se o Bitcoin seria tratado como reserva de valor.
Fatores de recuperação
Para os executivos, a recuperação do Bitcoin depende de fatores macroeconômicos e regulatórios. A trajetória dos juros americanos é um fator importante. A alavancagem sistêmica da indústria, como a negociação de contratos futuros e opções, também é um indicador relevante.
A aprovação do Clarity Act, legislação em discussão no Congresso americano, pode trazer estabilidade ao mercado cripto. A criação de uma regulamentação para o setor no Brasil, com a criação das VASPs, também pode contribuir para movimentar o setor.
Fabrício Tota explicou que, com a chegada dos ETFs de Bitcoin, a barreira para a entrada de bancos no mercado foi removida.
Atualmente, cerca de 6% do volume da Coinbase está relacionado a ETFs.
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