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Economia

BCE: Preços de eletricidade na zona do euro permanecem altos e desafiam metas climáticas

BCE: Preços de eletricidade na zona do euro permanecem altos e desafiam metas climáticas
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O Banco Central Europeu (BCE) informou, em boletim econômico divulgado nesta terça-feira, 17, que os preços da eletricidade na zona do euro continuam elevados após a crise energética de 2021-2022.

O BCE aponta que a situação representa um desafio para as metas de descarbonização da União Europeia.

Queda no Consumo de Energia

A eletrificação é fundamental para a estratégia climática da União Europeia. Contudo, o consumo de energia elétrica diminuiu 6,3% entre 2015 e 2023.

A Comissão Europeia pretende aumentar a participação da eletricidade no consumo final de 23% em 2024 para 32% até 2030.

Custos da Eletricidade

O BCE relata que a maior parte do custo da eletricidade é referente à própria energia, incluindo geração, fornecimento e permissões de carbono. Esse custo representa cerca de 50% do valor pago pelas famílias e 63% do total desembolsado pelas indústrias intensivas em energia em 2024.

Os custos de rede correspondem a 27% da fatura das famílias e 12% da indústria. O IVA equivale a aproximadamente 14% para ambos, enquanto outros tributos nacionais somam perto de 10%, contribuindo para diferenças entre países.

Em média, as famílias pagam aproximadamente o dobro do valor desembolsado por setores intensivos em energia.

Variação de Preços

Entre 2019 e 2024, os preços da eletricidade subiram 33% para consumidores residenciais e 53% para a indústria, principalmente devido ao aumento dos custos de combustíveis.

Apesar da queda no consumo, de 14,5% na indústria e 1,5% nas residências entre 2019 e 2023, o gasto total aumentou, influenciado pelos preços.

Sistema Europeu de Comércio de Emissões

O BCE destaca que o impacto do sistema europeu de comércio de emissões (ETS) é maior em países com matriz elétrica mais intensiva em carbono, podendo representar até 9% do preço final.

O Banco Central Europeu aponta que medidas temporárias de alívio não resolvem os fatores estruturais e devem preservar incentivos à transição energética.

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