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Tecnologia

A nova Guerra Fria não é por petróleo. É por inteligência artificial.

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A China bloqueou a compra da Manus pela Meta, em uma operação estimada em mais de US$ 2 bilhões, e deixou claro que a disputa global por inteligência artificial entrou em uma nova fase.

A Manus é uma empresa de agentes de IA, tecnologia capaz de executar tarefas de forma autônoma, como planejamento, atendimento, organização de processos e tomada de decisões operacionais. Em abril de 2025, pouco depois de ganhar tração global, a startup já havia sido avaliada em cerca de US$ 500 milhões.

O veto chinês não é apenas uma decisão empresarial. É um recado geopolítico.

Segundo a Reuters, Pequim determinou que a Meta desfaça a aquisição, alegando preocupações de segurança nacional e controle estrangeiro sobre ativos estratégicos de tecnologia. Mesmo com a Manus sediada em Singapura, o governo chinês entendeu que a empresa mantém raízes relevantes em tecnologia, talentos e dados ligados à China.

Na prática, China e Estados Unidos disputam hoje algo tão sensível quanto armas nucleares foram no século passado: infraestrutura, dados, energia computacional e inteligência artificial avançada.

Para Pequim, impedir a venda protege tecnologia, talentos e informações estratégicas. Para a Meta, o bloqueio representa um obstáculo na corrida contra Microsoft, Google, OpenAI e Anthropic pelo domínio dos agentes de IA.

O movimento também mostra que a próxima fronteira da tecnologia não será decidida apenas por inovação, produto ou capital. Será decidida por governos.

Enquanto isso, a Meta tenta reforçar sua infraestrutura para IA. A empresa fechou um acordo com a Overview Energy para reservar até 1 gigawatt de energia solar espacial, em uma aposta voltada ao abastecimento de data centers.

A mensagem é clara: a nova corrida tecnológica já começou. E, desta vez, quem controlar a inteligência artificial pode controlar boa parte da economia do futuro.

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