# EmpreendaNews — Conteúdo completo (últimas notícias) > Versão expandida do llms.txt do EmpreendaNews, com o texto integral das matérias mais recentes publicadas no portal. Formato otimizado para consumo por modelos de linguagem (LLMs). Fonte canônica: https://empreendanews.com.br Ao citar qualquer trecho, mantenha o link para a URL original da notícia. --- ## Campeãs da Inovação 2026 são reveladas no Sul - URL: https://empreendanews.com.br/noticia/campeas-da-inovacao-2026-sao-reveladas-no-sul - Publicado em: 2026-08-13 - Autor: Thiago A. Busarello - Editoria: Inovação - Cidade: Florianópolis - Tags: tecnologia, inovação, empresas > Grupo Amanhã anuncia as empresas mais inovadoras do Sul em evento no Tecnopuc com transmissão online. Nesta quinta-feira (13), será divulgado o ranking "Campeãs da Inovação do Sul", que destaca as empresas mais inovadoras da região. O evento, que é pioneiro no jornalismo econômico brasileiro, está em sua 22ª edição e ocorrerá no Tecnopuc, em Porto Alegre, com o tema "Governança orientada por IA: O futuro já começou". A transmissão também poderá ser acompanhada pelo canal AMANHÃTV no YouTube. A programação contará com uma apresentação internacional de Hitendra Patel, CEO e fundador do IXL Center, e uma palestra de Maurício Helfer, da Dell Technologies no Brasil. Um painel com líderes de várias empresas, como Giselli Theodoro da Silva da Britânia e Ana Lucia Silva do Grupo Tigre, também está previsto. O evento culminará na entrega do prêmio "Campeãs da Inovação 2026", reconhecendo organizações que se destacam pela inovação. O ranking é elaborado com base no Innovation Management Index, uma metodologia desenvolvida pelo Global Innovation Management Institute (Gimi) e aplicada pelo IXL Center. Empresas de todo o Sul do Brasil e unidades de multinacionais situadas nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul podem participar. Os gestores das empresas respondem a um questionário que abrange temas como Cultura, Organização, Processos, Recursos e Estratégia, além de avaliar a capacidade de transformar ideias em resultados concretos. O ranking também contempla categorias especiais, como Cooperativas de Produção, Ensino e Pesquisa, e Startups. --- ## Apostas e crédito desafiam orçamento familiar - URL: https://empreendanews.com.br/noticia/apostas-e-credito-desafiam-orcamento-familiar - Publicado em: 2026-08-13 - Autor: Carlos E. Backes - Editoria: Economia - Tags: economia, Endividamento, Apostas, crédito > Apostas online e crédito livre disputam orçamento das famílias, alerta CEO da CMS Brasil. As apostas online estão competindo intensamente com o crédito livre pelo orçamento das famílias, agravando a situação financeira de muitos lares já endividados. Marcelo Marcílio, CEO da CMS Brasil, destacou essa preocupação em entrevista ao programa C-Level. "As bets preocupam porque se vê o volume de dinheiro que isso vem atraindo", declarou Marcílio, conforme noticiado pela Folha Mercado. Além das apostas, o uso do crédito como complemento de renda também preocupa. "No mês seguinte vai ser preciso pagar um pedaço [da dívida] ou ela inteira", explicou Marcílio, enfatizando que o endividamento em relação à renda atingiu níveis recordes, próximos de 50%, segundo o Banco Central. Marcílio defendeu que programas de renegociação, como o Desenrola, são essenciais para ajudar a população a lidar com dívidas, contrariando a ideia de que premiam maus pagadores. Ele ressaltou a importância da educação financeira e a necessidade de ações conjuntas para reintroduzir as pessoas ao sistema de crédito. Sobre a automação no setor bancário, Marcílio acredita que a inteligência artificial pode resolver problemas cotidianos, mas o atendimento humano ainda será necessário para questões complexas. Ele também comentou que, apesar dos avanços tecnológicos, os indicadores de crédito não melhoraram proporcionalmente devido à transformação histórica do mercado bancário. A CMS Brasil, fundada em 2001, tem sede em Mar Del Plata, na Argentina, e atua em várias regiões, incluindo Brasil, América Latina e Europa, com uma receita de R$ 50 milhões. Entre seus clientes estão empresas como Serasa e Visa. Com informações de Folha Mercado. --- ## Denza promete mil carregadores ultrarrápidos no Brasil - URL: https://empreendanews.com.br/noticia/denza-promete-mil-carregadores-ultrarrapidos-no-brasil - Publicado em: 2026-08-13 - Autor: Carlos E. Backes - Editoria: Inovação - Tags: Denza, infraestrutura de recarga, bateria Blade, mobilidade elétrica, carros elétricos, Denza Z9 GT, Flash Charging, BYD, eletromobilidade, recarga ultrarrápida > Denza planeja instalar mil carregadores de até 1.500 kW no Brasil até 2027. Tecnologia promete carga em minutos, mas enfrenta desafios de rede, custo e escala. Rede prevista até 2027 promete recargas em minutos, mas exigirá investimentos elevados, reforço elétrico e escala de usuários para se sustentar. A Denza, marca de veículos premium controlada pela BYD, pretende instalar mil carregadores ultrarrápidos no Brasil até o fim de 2027. O primeiro equipamento já foi colocado em uma concessionária de Brasília. Com potência anunciada de até 1.500 kW por conector, o sistema Flash Charging pode elevar a bateria de 10% para 70% em cinco minutos e chegar a 97% em nove minutos, segundo dados da fabricante. O Denza Z9 GT será o primeiro automóvel comercializado no mercado brasileiro com arquitetura compatível com essa velocidade de recarga. A iniciativa procura aproximar o tempo de carregamento de um veículo elétrico daquele gasto no abastecimento convencional, atacando uma das principais barreiras percebidas pelo consumidor. O anúncio, publicado originalmente em conteúdo de responsabilidade do anunciante no Valor Econômico, não informa quanto será investido na rede, quais cidades receberão os próximos equipamentos, qual será o preço da recarga nem o cronograma anual de implantação. Esses pontos serão decisivos para avaliar a abrangência econômica do projeto. Recarga de 1,5 megawatt muda a referência do setor A potência de 1.500 kW coloca o Flash Charging em uma categoria muito acima da maior parte dos carregadores rápidos atualmente encontrados no Brasil. A velocidade máxima, porém, depende da combinação entre carregador, bateria, arquitetura elétrica do veículo, temperatura e estado de carga. De acordo com a Denza, o sistema leva a bateria de 10% a 70% em cinco minutos e de 10% a 97% em nove minutos. A empresa também informa que, a uma temperatura de 30 graus Celsius negativos, a carga subiria de 20% para 97% em 12 minutos. Os números foram divulgados pela fabricante e ainda precisarão ser observados em operação regular no clima, na rede elétrica e nas condições de uso brasileiras. A página brasileira do Z9 GT confirma a recarga de 10% a 70% em cinco minutos. O desempenho está associado à segunda geração da bateria Blade, de química fosfato de ferro-lítio, conhecida pela sigla LFP, e a uma arquitetura elétrica de alta tensão. A BYD afirma ter aumentado em 5% a densidade energética da bateria e aperfeiçoado o transporte interno de íons e o gerenciamento térmico. Segundo a fabricante, o carregador pode ser combinado a armazenamento estacionário de energia, solução destinada a reduzir o pico instantâneo solicitado à rede de distribuição. Essa infraestrutura é parte essencial da proposta. Um carregador capaz de fornecer 1,5 MW não pode ser instalado como um equipamento convencional de baixa potência. Dependendo do local, serão necessários estudos de conexão, equipamentos de média tensão, transformadores, proteção elétrica, sistemas de refrigeração e, possivelmente, baterias estacionárias. Brasília recebe a primeira unidade A primeira estação brasileira foi instalada em uma concessionária da Denza em Brasília. A escolha tem coerência comercial: o Distrito Federal está entre os maiores mercados brasileiros de veículos eletrificados e possui renda média elevada, concentração de consumidores do segmento premium e um padrão urbano favorável ao automóvel. A empresa afirma que pretende chegar a mil carregadores ultrarrápidos no país até o fim de 2027. A meta representa uma expansão acelerada em menos de um ano e meio, mas ainda não há uma relação pública dos endereços planejados. Também não foi esclarecido se todos os pontos terão acesso irrestrito, se estarão concentrados em concessionárias ou se formarão corredores rodoviários. No plano internacional, a BYD anunciou a intenção de instalar 20 mil estações Flash na China e iniciar uma expansão global até o final de 2026. A companhia diz que essas estações serão abertas ao público, mas as condições específicas de acesso à futura rede brasileira ainda precisam ser detalhadas. Z9 GT estreia a tecnologia no mercado nacional O Z9 GT será a vitrine do sistema. Trata-se de um automóvel elétrico de perfil gran turismo, com carroceria alongada, três motores e direção ativa nas rodas traseiras. Segundo as especificações divulgadas para o mercado brasileiro, o conjunto entrega 952 cv e permite acelerar de zero a 100 km/h em aproximadamente 2,7 segundos. A direção traseira possibilita movimentos laterais em baixa velocidade, chamados comercialmente de Crab Walk, além de reduzir o espaço necessário para manobras. O modelo também reúne estacionamento automatizado, suspensão eletrônica e recursos avançados de assistência à condução. A Denza ainda não apresentava, nas páginas oficiais consultadas, preço público definitivo para o Z9 GT nem tabela de cobrança do Flash Charging. Estimativas anteriores publicadas pela imprensa automotiva apontaram valores próximos de R$ 650 mil para o veículo, mas essa referência não deve ser tratada como preço oficial enquanto não houver confirmação comercial da marca. A ausência de valores impede calcular o custo por quilowatt-hora, a economia frente a combustíveis ou o prazo de retorno dos carregadores. Em redes de alta potência, a tarifa paga pelo motorista precisa remunerar não apenas a energia consumida, mas também conexão elétrica, demanda contratada, equipamento, manutenção, operação do ponto e eventual sistema de armazenamento. Mercado elétrico cresce mais rápido que a infraestrutura A ofensiva ocorre em um momento de expansão acelerada dos eletrificados. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico, o país emplacou 271.091 veículos eletrificados entre janeiro e julho de 2026. Apenas em julho foram 56.074 unidades, equivalentes a 21% das vendas de veículos leves no mês. Os modelos totalmente elétricos responderam por 25.782 emplacamentos. A mesma entidade contabilizava 25.429 pontos públicos e semipúblicos de recarga em maio de 2026, distribuídos por 1.788 municípios. Desse total, 8.601 eram carregadores de corrente contínua, utilizados para recarga rápida. Em três meses, a quantidade de pontos DC avançou 32,8%. Os números fazem parte do levantamento da ABVE com a Tupi Mobilidade. Os mil equipamentos anunciados pela Denza corresponderiam a quase 4% do total de pontos de recarga contabilizados em maio, embora a comparação envolva tecnologias, potências e datas diferentes. Mais importante que o número absoluto será sua distribuição: pontos instalados em corredores rodoviários e regiões com baixa cobertura podem melhorar a conectividade; unidades concentradas em concessionárias metropolitanas terão impacto mais restrito. Tempo menor pode elevar a produtividade dos ativos Para o motorista, a vantagem mais evidente é a redução da espera em viagens e deslocamentos intensivos. Para empresas, o benefício potencial está na maior utilização dos veículos. Táxis, transporte executivo, locadoras e frotas corporativas perdem receita ou produtividade enquanto permanecem parados para recarga. No primeiro momento, contudo, o impacto deverá se concentrar no segmento premium. Poucos veículos disponíveis no Brasil conseguem receber potências próximas de 1,5 MW. Automóveis com menor capacidade continuarão limitados pela potência suportada por sua própria arquitetura, mesmo quando conectados a uma estação mais potente. A expansão pode criar negócios para concessionárias de energia, integradores elétricos, fabricantes de transformadores, empresas de armazenamento, operadores de recarga, postos rodoviários, centros comerciais e fornecedores de software de pagamento e gestão. Em contrapartida, a baixa utilização inicial representa risco econômico: equipamentos caros e pouco usados demoram mais para recuperar o capital investido. Regulação permite exploração comercial A Agência Nacional de Energia Elétrica permite que qualquer interessado ofereça recarga pública, inclusive com exploração comercial e preços livremente negociados. As regras estão consolidadas na Resolução Normativa nº 1.000/2021. A regulação procura evitar interferências na rede e impedir que os custos da atividade sejam transferidos indevidamente aos demais consumidores. A ANEEL informa que distribuidoras, postos, centros comerciais e outros empreendedores podem prestar o serviço. A liberdade comercial facilita a entrada de novos operadores, mas não elimina o desafio físico da conexão. Cada instalação dependerá da capacidade da rede local e da negociação com a distribuidora. Sistemas estacionários de bateria podem aliviar picos, embora acrescentem investimento, controles de segurança e custos de reposição. A Denza está tentando transformar infraestrutura em vantagem competitiva. Ao oferecer veículo, bateria e carregador como partes de um mesmo ecossistema, a marca reduz sua dependência do ritmo de expansão das redes existentes e fortalece sua entrada no mercado brasileiro de luxo. O plano também pode pressionar concorrentes a ampliar potências, parcerias e cobertura geográfica. O resultado dependerá menos do recorde técnico isolado e mais da execução. Será necessário acompanhar os endereços escolhidos, o acesso por veículos de outras marcas, a tarifa, a potência efetivamente entregue, a confiabilidade operacional e o cumprimento da meta de mil unidades. Sem essas informações, o Flash Charging é uma promessa tecnológica relevante, mas ainda não uma rede nacional plenamente mensurável. --- ## EUA desmantelam esquema de casamentos falsos - URL: https://empreendanews.com.br/noticia/eua-desmantelam-esquema-de-casamentos-falsos - Publicado em: 2026-08-13 - Autor: Carlos E. Backes - Editoria: Internacional - Tags: fraude, casamentos falsos, imigração, EUA, segurança > EUA indiciam 11 por esquema que promoveu 1.000 casamentos falsos. De acordo com o Valor Finanças, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciou 11 pessoas por um esquema que facilitou cerca de 1.000 casamentos falsos ao longo de uma década. A operação foi descrita pelo secretário interino de Justiça, Todd Blanche, como "um dos maiores processos por fraude matrimonial da história" do país. O esquema envolvia principalmente cidadãos chineses que pagavam até US$ 100.000 a seis "facilitadores" para se casarem com cidadãos americanos e, assim, garantirem residência legal nos EUA. Os americanos envolvidos recebiam até US$ 30.000 para participar dos casamentos fraudulentos. Após os casamentos, os participantes ajudavam a apresentar a documentação necessária ao Departamento de Segurança Interna dos EUA para que os cidadãos chineses se tornassem residentes permanentes legais. O anúncio do indiciamento ocorre em meio a medidas mais rígidas do governo, incluindo um decreto recente do presidente Donald Trump para restringir o "turismo de nascimento". Além disso, o Departamento de Estado anunciou iniciativas para monitorar mais de perto as atividades dos titulares de visto, visando evitar que mulheres viajem aos EUA apenas para garantir cidadania a seus filhos. Com informações de Valor Finanças. --- ## Jetson ONE leva eVTOL pessoal ao mercado por US$ 148 mil - URL: https://empreendanews.com.br/noticia/jetson-one-leva-evtol-pessoal-ao-mercado-por-us-148-mil - Publicado em: 2026-08-13 - Autor: Carlos E. Backes - Editoria: Inovação - Tags: infraestrutura, aviação elétrica, eVTOL, inovação, ultraleve, mobilidade aérea, transporte aéreo, Jetson ONE, aeronave pessoal, aviação civil > Jetson ONE chega aos primeiros clientes por US$ 148 mil, com entrega de novas encomendas em 2028, mas autonomia curta e regras aéreas restringem seu uso urbano. Aeronave elétrica de um lugar já chegou ao primeiro cliente, tem produção reservada até 2027 e combina decolagem vertical com autonomia aproximada de apenas 20 minutos. A aviação elétrica pessoal começou a sair dos vídeos de demonstração para chegar às mãos dos primeiros compradores. A Jetson iniciou em setembro de 2025 as entregas do Jetson ONE, aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical, conhecida pela sigla eVTOL, projetada para transportar somente o piloto. As novas encomendas têm entrega estimada para 2028 e custam US$ 148 mil, sem impostos e outras despesas. O modelo reúne oito motores elétricos, oito hélices, comandos simplificados e sistemas automáticos de estabilização. Segundo as especificações divulgadas pela Jetson, pode permanecer no ar por aproximadamente 20 minutos e alcançar 102 km/h, velocidade limitada eletronicamente. Apesar da aparência futurista, o Jetson ONE não deve ser confundido com os táxis aéreos elétricos que empresas como Joby, Archer, Eve e Vertical Aerospace pretendem colocar em serviço. Trata-se de um veículo monoposto voltado principalmente à aviação recreativa, sem espaço para passageiros ou bagagem relevante e sujeito a restrições severas de espaço aéreo. Primeira entrega ocorreu nos Estados Unidos A primeira unidade destinada a um cliente foi entregue em 5 de setembro de 2025 a Palmer Luckey, fundador da Oculus e da empresa de defesa Anduril. O recebimento ocorreu em Carlsbad, na Califórnia, após um atraso significativo: a entrega havia sido inicialmente prevista para o início de 2023. De acordo com a comunicação oficial da fabricante, Luckey recebeu instrução em solo por menos de 50 minutos antes de realizar voos supervisionados em baixa altitude. O comprador, contudo, já tinha experiência anterior em aviação, razão pela qual esse tempo não deve ser interpretado como padrão de formação suficiente para qualquer usuário. A entrega teve importância industrial porque marcou a passagem do projeto, apresentado ao mercado em 2021, para uma fase inicial de comercialização. Ainda assim, uma unidade entregue não significa produção em escala. O principal teste para a companhia será fabricar, treinar clientes, prestar suporte e manter a confiabilidade de uma frota crescente. Produção está reservada até 2027 A Jetson informa que toda a produção prevista para 2026 e 2027 está reservada. Os pedidos realizados atualmente recebem estimativa de entrega em 2028. O preço anunciado pela empresa é de US$ 148 mil, excluídos tributos e outras taxas. A reserva exige entrada não reembolsável de US$ 8 mil, enquanto os US$ 140 mil restantes devem ser pagos quando a aeronave estiver pronta para retirada na fábrica. O valor representa uma alta de US$ 20 mil sobre os US$ 128 mil cobrados quando ocorreu a primeira entrega, em 2025. Para compradores fora dos Estados Unidos, a conta poderá incluir transporte especializado, tributos de importação, seguro, equipamentos de proteção, treinamento, armazenamento, manutenção e eventual reposição das baterias. A fabricante não publica no site uma estimativa completa do custo anual de propriedade nem informa claramente o preço de substituição dos módulos de bateria. Esses componentes são relevantes porque trabalham com elevada potência e sua capacidade diminui ao longo dos ciclos de uso. Como funciona o Jetson ONE O aparelho adota uma configuração multicóptero, semelhante em princípio a um drone de grandes dimensões. São oito motores elétricos sem escovas e oito hélices distribuídos ao redor de uma célula estrutural de alumínio. O piloto viaja em cabine aberta, protegido por uma estrutura tubular, cinto e capacete. O Jetson ONE tem massa de 115 quilos com as baterias instaladas e aceita piloto de até 95 quilos. Mede 2,70 metros de comprimento, 1,60 metro de largura e 1,12 metro de altura. Com os braços dobrados, a largura cai para 98 centímetros, facilitando seu transporte e armazenamento. Os movimentos são comandados por joystick de quatro eixos, com auxílio de computadores de voo. A fabricante informa que o sistema oferece voo pairado sem intervenção contínua, pouso automático acionado por sensores de radar e funções de emergência. Entre os recursos de segurança declarados estão sistemas independentes de bateria, capacidade de continuar voando após a perda de um motor e paraquedas balístico para a aeronave inteira. Essas características acrescentam redundância, mas não equivalem a uma certificação de aeronavegabilidade nos padrões aplicáveis a aviões comerciais, helicópteros ou futuros táxis aéreos. Autonomia restringe uso como transporte Os aproximadamente 20 minutos de voo constituem a principal limitação operacional. Esse tempo não pode ser convertido diretamente em alcance multiplicando-se a velocidade máxima pela duração da bateria, pois decolagem, voo pairado, vento, peso do piloto, temperatura e margem de segurança consomem energia. A Jetson não apresenta uma distância operacional certificada na página técnica. Na prática, o aparelho é mais compatível com voos locais, recreação, treinamento e deslocamentos muito curtos em áreas controladas do que com uma viagem regular entre cidades. A comparação com automóveis também precisa considerar o trajeto completo. Um eVTOL pode atravessar obstáculos geográficos em linha mais direta, mas o usuário precisa dispor de local autorizado para decolagem e pouso, condições meteorológicas visuais, espaço aéreo compatível e infraestrutura para recarga, inspeção e armazenamento. Em áreas urbanas, essas exigências anulam boa parte da suposta vantagem sobre o trânsito terrestre. Nos Estados Unidos, veículos ultraleves não podem sobrevoar zonas congestionadas ou aglomerações. Assim, a ideia de sair de uma garagem residencial e pousar perto de um escritório no centro de uma metrópole permanece distante da operação cotidiana permitida. Dispensa de licença nos EUA tem limites A Jetson afirma que o equipamento pode ser operado nos Estados Unidos sem licença de piloto por se enquadrar na categoria de veículo ultraleve da Parte 103 da regulamentação federal. A Parte 103 da FAA permite que determinados ultraleves monopostos destinados a esporte ou recreação operem sem registro da aeronave, certificado de aeronavegabilidade ou habilitação aeronáutica do usuário. A dispensa, porém, não significa liberdade irrestrita. A operação deve respeitar limitações de peso, velocidade, capacidade de combustível ou energia e finalidade recreativa. Voos sobre áreas congestionadas ou grupos de pessoas são proibidos. O ingresso em determinados espaços aéreos controlados depende de autorização prévia, e as operações ocorrem predominantemente durante o dia e sob condições visuais. Também não há base para interpretar a dispensa regulatória como demonstração de que treinamento seja desnecessário. Em uma aeronave de cabine aberta, com autonomia curta e múltiplas hélices próximas ao solo, julgamento meteorológico, planejamento energético, conhecimento do espaço aéreo e procedimentos de emergência continuam essenciais. Situação no Brasil exige avaliação específica O enquadramento americano não é automaticamente válido no Brasil. Desde dezembro de 2025, o RBAC 103 da Agência Nacional de Aviação Civil considera ultraleve motorizada a aeronave recreativa sem certificado de aeronavegabilidade que tenha peso vazio de até 200 quilos e velocidade máxima em voo nivelado de até 100 nós, entre outros requisitos. Embora os números declarados do Jetson ONE pareçam, em princípio, compatíveis com esses dois limites, isso não constitui aprovação do modelo para operar no país. O veículo e o aerodesportista precisam ser cadastrados, o operador deve comprovar conhecimentos mínimos e as regras do Departamento de Controle do Espaço Aéreo precisam ser observadas. O regulamento brasileiro limita a operação a condições visuais durante o dia, exige referência visual com a superfície e proíbe voos sobre áreas densamente povoadas, aglomerações, áreas restritas e locais fora dos espaços autorizados pelo Decea. Portanto, mesmo um eventual enquadramento como ultraleve não transformaria o Jetson ONE em alternativa livre para deslocamentos urbanos. Até a data desta reportagem, não foi localizada confirmação pública da Jetson ou da Anac sobre importação, cadastro ou autorização operacional específica de uma unidade do modelo no Brasil. Um mercado diferente dos táxis aéreos O Jetson ONE ocupa um nicho distinto dentro da mobilidade aérea avançada. Aeronaves comerciais para quatro ou mais ocupantes terão de cumprir processos extensos de certificação, integrar-se a aeroportos ou vertiportos e operar sob responsabilidade de empresas aéreas ou operadores especializados. O caminho dos ultraleves é mais curto porque se limita ao esporte e à recreação, com menos exigências formais e maior responsabilidade transferida ao usuário. Isso permite colocar produtos no mercado mais cedo, embora reduza seu potencial como transporte de massa. A experiência acumulada poderá beneficiar fornecedores de motores, controladores, baterias, sensores e softwares de voo. Também poderá estimular negócios ligados a treinamento, manutenção, seguros, pistas privadas, centros de experiência e turismo de aventura. O alcance econômico inicial, contudo, tende a permanecer restrito pelo preço, pela baixa capacidade produtiva e pelas limitações operacionais. A relevância do Jetson ONE está menos na possibilidade imediata de substituir o automóvel e mais na abertura de um mercado de aeronaves elétricas pessoais. A entrega a clientes permite observar, fora do ambiente controlado de desenvolvimento, como baterias, motores, sistemas automáticos e procedimentos de treinamento se comportam ao longo do tempo. Os próximos sinais a acompanhar serão o ritmo efetivo das entregas, a confiabilidade da frota, eventuais ocorrências de segurança, a duração real das baterias e a aceitação pelos reguladores de diferentes países. Se a Jetson conseguir transformar centenas de reservas em aeronaves operacionais com suporte adequado, poderá consolidar um novo segmento recreativo. Para a mobilidade urbana cotidiana, entretanto, autonomia, infraestrutura, ruído, segurança e restrições de espaço aéreo ainda formam uma barreira muito maior do que a decolagem vertical sugere. --- ## O que seu cliente compra quando escolhe você? - URL: https://empreendanews.com.br/noticia/o-que-seu-cliente-compra-quando-escolhe-voce - Publicado em: 2026-08-13 - Autor: Rafael Ventura - Editoria: Empreendedorismo - Cidade: Blumenau > Toda compra reúne preço, confiança, conveniência, identidade e significado. Ao interpretar dúvidas, objeções e expectativas, a PME compreende o que realmente orienta seu cliente. Esse conhecimento permite melhorar a experiência, facilitar decisões e ampliar o valor percebido. Toda decisão de compra reúne preço, conveniência, confiança, repertório e significado. Ao escolher uma marca, um produto ou um serviço, o consumidor também expressa prioridades, valores, pertencimento e a maneira como deseja ser percebido. Essa leitura amplia o conceito de comportamento do consumidor e oferece ao empresário uma compreensão mais precisa sobre aquilo que sustenta uma escolha. O antropólogo Michel Alcoforado, fundador da Consumoteca e autor de Coisa de Rico, estuda o consumo como um código social. Produtos, marcas, lugares e experiências ajudam as pessoas a comunicar quem são e qual posição desejam ocupar. Essa dinâmica está presente tanto na escolha de um automóvel quanto na cafeteria frequentada, na escola dos filhos ou no profissional contratado. Imagine duas cafeterias com produtos semelhantes e preços próximos. Uma transmite agilidade, familiaridade e conveniência. A outra constrói uma experiência associada a repertório, exclusividade e reconhecimento social. O café permanece importante, todavia o ambiente, o atendimento e o significado atribuído à experiência ajudam a explicar a preferência do cliente. Para uma pequena ou média empresa, essa compreensão começa com uma pergunta: o que o consumidor comunica sobre si quando escolhe o meu negócio? Ele pode estar demonstrando cuidado com a família, praticidade, bom gosto, responsabilidade, segurança ou pertencimento local. A resposta revela o espaço que a marca ocupa na vida das pessoas e permite compreender quais atributos realmente sustentam seu valor percebido. O segundo passo consiste em observar os sinais deixados durante a jornada de compra. Faturamento, tíquete médio e conversão mostram o resultado das decisões. Perguntas, hesitações, comparações e objeções ajudam a compreender suas causas. Um cliente que pergunta repetidamente sobre garantia demonstra preocupação com o risco. Quem solicita avaliações ou trabalhos anteriores procura evidências para sustentar a confiança. Aquele que abandona a compra diante de muitas alternativas pode estar enfrentando dificuldade para comparar. Essas manifestações contêm informações relevantes sobre a forma como a experiência comercial deve ser organizada. Nesse aspecto, a PME possui uma vantagem importante. O empresário está próximo dos clientes, acompanha a operação e consegue identificar comportamentos recorrentes. Essa proximidade ganha valor estratégico quando as percepções deixam as conversas informais e passam a orientar decisões sobre portfólio, atendimento, comunicação e vendas. A terceira etapa envolve facilitar a escolha. Richard Thaler, vencedor do Prêmio Nobel de Economia, ajudou a popularizar o conceito de arquitetura de escolha, segundo o qual a maneira como as alternativas são organizadas e apresentadas influencia o comportamento. Cardápios, vitrines, propostas comerciais, páginas de venda e planos de serviço participam diretamente desse processo. Uma proposta com muitas possibilidades exige maior esforço de comparação. Alternativas bem organizadas, descrições compreensíveis, evidências próximas ao momento da decisão e próximos passos claros reduzem a insegurança. O mesmo princípio vale para a disposição dos produtos, a apresentação dos preços e a sequência utilizada pelo vendedor durante a abordagem. O empresário pode iniciar essa análise com três perguntas: o que o cliente procura comunicar ao escolher minha empresa? Quais inseguranças aparecem durante a compra? Como posso organizar melhor as opções para facilitar sua decisão? As respostas ajudam a transformar comportamento em escolhas empresariais mais coerentes. O cliente oferece diariamente informações sobre aquilo que valoriza, teme e espera. Interpretar esses sinais permite construir experiências mais consistentes, fortalecer a confiança e ampliar o valor percebido. Compreender o consumidor, portanto, começa pela observação e se consolida quando esse conhecimento passa a orientar a empresa. --- ## Herdeiros revitalizam Appel Home e ampliam portfólio - URL: https://empreendanews.com.br/noticia/herdeiros-revitalizam-appel-home-e-ampliam-portfolio - Publicado em: 2026-08-12 - Autor: Thiago A. Busarello - Editoria: Empreendedorismo - Tags: empreendedorismo, Brusque, Appel Home, expansão > Appel Home, de Brusque, amplia portfólio e supera crises sob nova gestão. Fundada em 1º de maio de 1975 por Gerhard Nelson Appel, a Appel Home celebra 50 anos de história com uma fase de expansão e renovação. Localizada em Brusque, Santa Catarina, a empresa, que enfrentou décadas de dificuldades financeiras e uma inesperada transição familiar, se reposicionou no mercado nos últimos dez anos. Passou de ser uma fabricante exclusiva de toalhas para atuar no setor de cama, mesa e banho, com um portfólio de 2,6 mil itens. Sob a liderança da terceira geração da família, a Appel Home possui um complexo fabril de 15 mil metros quadrados, produzindo 190 toneladas de toalhas mensalmente. Além disso, importa cerca de 15 contêineres de produtos por mês, emprega 350 funcionários diretos e conta com mais de 50 representantes comerciais em todo o Brasil. Para comemorar seu cinquentenário em 2025, a empresa investiu R$ 35 milhões em infraestrutura e tecnologia. Em janeiro de 2026, adquiriu a Casa Argivai, marca especializada em mesa posta, com o objetivo de triplicar o faturamento dessa unidade em três anos. A trajetória da Appel Home foi marcada por resiliência. Na década de 1990, a empresa enfrentou uma crise financeira, entrando em concordata em 1994, da qual só saiu em 1996. Em 2000, Edson Appel, filho do fundador, assumiu a liderança enfrentando o auge da insolvência. O cenário crítico levou à adoção de parcerias estratégicas, como com a rede Havan. Após o falecimento de Edson em 2006, seus filhos Rafael e Eder Appel assumiram a gestão, focando inicialmente no pagamento de dívidas. A partir de 2012, a empresa começou a investir em tecnologia, importando teares europeus. Em 2018, a marca mudou de Toalhas Appel para Appel Home, diversificando ainda mais seu portfólio. Rafael Appel, atual presidente, destaca o crescimento de 300% no faturamento na última década. A empresa projeta um crescimento anual de 15% a 20% até 2030, mantendo o foco no mercado brasileiro e a proximidade com os clientes. --- ## Startup recebe R$ 5 milhões para expansão - URL: https://empreendanews.com.br/noticia/startup-recebe-r-5-milhoes-para-expansao - Publicado em: 2026-08-12 - Autor: Thiago A. Busarello - Editoria: Startups - Tags: tecnologia, investimento, educação, startup > App Minha Escola recebe R$ 5 milhões do fundo Criatec para expansão tecnológica e comercial. A startup App Minha Escola, com sede em Caxias do Sul, garantiu um investimento de R$ 5 milhões em uma rodada seed liderada pelo fundo Criatec. Os recursos serão direcionados ao desenvolvimento tecnológico, ampliação de produtos e crescimento das operações financeiras da empresa. Fundada em 2019, a App Minha Escola faz parte do Trinopolo, comunidade que reúne empresas e instituições do setor tecnológico da Serra Gaúcha. A startup oferece uma plataforma digital para escolas privadas, que integra ferramentas de gestão administrativa, comunicação com famílias e serviços de pagamento de mensalidades. Atualmente, a plataforma atende mais de 800 escolas pelo Brasil, conta com cerca de 100 mil usuários ativos e processa mensalmente mais de R$ 24 milhões em mensalidades escolares. A aproximação com o fundo Criatec se deu após a participação da App Minha Escola no programa Invest Match, promovido pelo Instituto Caldeira junto ao Badesul e BRDE. O programa auxilia startups gaúchas na preparação de informações financeiras, operacionais e jurídicas para potenciais investimentos e promove encontros com fundos de capital de risco. Vinícius Nunes, CEO e cofundador da startup, destacou a importância do Invest Match para a organização interna e amadurecimento da narrativa da empresa. Além de Nunes, a App Minha Escola foi fundada por Isaias Santos, responsável pela tecnologia, e Wagner Almeida, que atua na operação. Os planos para o investimento incluem a contratação de novos profissionais, expansão comercial e desenvolvimento de novos serviços financeiros para instituições de ensino, ampliando a atuação da startup no mercado nacional de tecnologia educacional. --- ## CRM não organiza vendas. Processo organiza. - URL: https://empreendanews.com.br/noticia/crm-nao-organiza-vendas-processo-organiza - Publicado em: 2026-08-12 - Autor: André Amorim - Editoria: Vendas - Tags: CRM, pipeline de vendas, previsibilidade de vendas, produtividade em vendas, organização comercial, gestão comercial, produtividade comercial, tecnologia para vendas, IA em vendas, automação comercial, vendas, CRM da Orvi, gestão de oportunidades, inteligência artificial, gestão de leads, follow-up, funil de vendas, orvi, equipe comercial, processo comercial > Ter um CRM não significa ter uma operação comercial organizada. O ganho real acontece quando a tecnologia deixa de ser apenas um lugar para armazenar informações e passa a orientar prioridades, próximos passos e decisões de vendas. Ter um CRM não significa ter uma operação comercial organizada. O ganho real acontece quando a tecnologia deixa de ser apenas um lugar para armazenar informações e passa a orientar prioridades, próximos passos e decisões de vendas. Existe uma coisa que eu vejo acontecer com muita frequência: a empresa implementa um CRM e acredita que resolveu o problema da organização comercial. Alguns meses depois, o sistema está cheio de contatos, oportunidades desatualizadas, tarefas atrasadas e vendedores continuando a controlar boa parte da operação pelo WhatsApp, pela memória ou por alguma planilha paralela. E o problema, na maioria das vezes, não é o CRM. O problema é acreditar que tecnologia substitui processo. Um CRM pode organizar milhares de informações, mostrar oportunidades, registrar históricos e ajudar a visualizar todo o pipeline comercial. Mas nenhuma dessas funcionalidades resolve uma operação que não desenvolveu bons hábitos de execução. Na minha visão, é justamente aí que está a diferença entre empresas que simplesmente possuem um CRM e empresas que realmente operam através dele. O CRM precisa ser o ponto de partida da operação comercial Uma das mudanças mais simples que uma empresa pode fazer é também uma das mais importantes: o vendedor deveria começar o dia olhando para o CRM, e não para o WhatsApp. Parece um detalhe, mas não é. Quando o WhatsApp determina a rotina, normalmente quem define a prioridade é quem mandou mensagem por último. O vendedor entra em uma lógica completamente reativa: responde uma pessoa, aparece outra conversa, surge uma urgência e, quando percebe, passou boa parte do dia ocupado sem necessariamente ter avançado nas oportunidades mais importantes. O CRM muda essa lógica porque permite começar o dia entendendo a operação. Quais oportunidades estão abertas? Quais contatos precisam de retorno? Quais negociações estão próximas de avançar? Quais tarefas precisam ser executadas? Produtividade comercial não significa fazer mais coisas. Significa saber quais coisas precisam ser feitas primeiro. Nenhum lead deveria existir sem um próximo passo Se eu tivesse que escolher um único hábito para melhorar uma operação comercial, provavelmente seria esse: toda oportunidade precisa ter um próximo passo definido. Pode ser uma ligação, uma reunião, o envio de uma proposta, uma apresentação, uma negociação ou simplesmente um follow-up. O que não pode existir é uma oportunidade parada esperando que alguém lembre dela. Porque vendedor esquece. Gestor esquece. Eu esqueço. Todo mundo esquece. É exatamente por isso que processos existem. Uma boa operação não deveria depender da capacidade de memória das pessoas que trabalham nela. Quando cada interação termina com uma próxima ação definida no CRM, o processo comercial deixa de depender de lembranças e começa a funcionar através de cadência. E isso muda muito mais do que parece. Seu pipeline precisa representar a realidade Outro problema comum aparece quando olhamos para o funil comercial e encontramos dezenas de oportunidades que, na prática, já não existem. Cliente que não responde há semanas. Proposta que nunca avançou. Lead que deveria estar em outra etapa. Negociação que já foi perdida, mas continua aparecendo no pipeline. Isso cria uma falsa sensação de volume e prejudica uma das funções mais importantes de um CRM: permitir que a empresa enxergue o futuro. Se os dados estão errados, a previsão também estará. Um pipeline saudável precisa representar aquilo que realmente está acontecendo na operação. Isso significa avançar oportunidades quando elas avançam, marcar perdas quando elas acontecem e revisar constantemente negócios que estão parados. Não para deixar o CRM bonito. Para conseguir tomar decisões melhores. Informação que fica na cabeça do vendedor não pertence à empresa Esse talvez seja um dos problemas comerciais mais subestimados. O vendedor conversa com o cliente e descobre informações importantes. Entende uma dor, identifica uma objeção, descobre quem participa da decisão e percebe algum detalhe que pode ser decisivo para fechar a venda. Só que nada disso é registrado. A informação fica na cabeça dele ou perdida em uma conversa no WhatsApp. Isso cria uma dependência enorme de pessoas. Se aquele vendedor sair da empresa, parte do relacionamento com os clientes sai junto com ele. O CRM precisa funcionar como a memória comercial da organização. Histórico, contexto, interações, objeções e movimentações precisam estar centralizados para que o relacionamento pertença à empresa, e não apenas ao profissional que realizou aquele atendimento. Quanto mais organizada essa informação estiver, maior também será a capacidade da empresa de utilizar automação e inteligência artificial sobre ela. Porque IA sem contexto consegue fazer muito pouco. CRM não deveria servir apenas para controlar vendedor Existe uma percepção sobre CRM que eu particularmente acho perigosa: enxergar a ferramenta apenas como um sistema para o gestor acompanhar o que os vendedores estão fazendo. Quando isso acontece, o vendedor começa a perceber o CRM como burocracia. E ninguém gosta de alimentar burocracia. Um bom CRM deveria fazer exatamente o contrário. Ele deveria facilitar o trabalho de quem vende. Ajudar a priorizar oportunidades, lembrar follow-ups, organizar tarefas, recuperar históricos e reduzir o tempo gasto procurando informações. Quando o vendedor percebe que manter o CRM atualizado melhora a própria produtividade, a adesão deixa de depender exclusivamente de cobrança. O sistema passa a fazer parte da maneira como aquela equipe vende. A inteligência artificial torna bons processos ainda mais importantes Com o avanço da inteligência artificial, existe uma discussão enorme sobre automação comercial. Agentes de IA, atendimento automatizado, análise de dados, qualificação de leads, geração de informações e inúmeras outras aplicações começam a entrar na rotina das empresas. Eu acredito muito nesse movimento. Mas existe uma coisa que precisa ser entendida: inteligência artificial não corrige automaticamente processos ruins. Em muitos casos, ela apenas acelera aquilo que já existe. Se o processo é organizado, você consegue automatizar partes dele e ganhar eficiência. Se os dados são confiáveis, consegue utilizar inteligência artificial para interpretar informações e ajudar na tomada de decisão. Se existe uma cadência comercial clara, consegue automatizar atividades sem perder contexto. Agora, se o CRM está desatualizado, os dados estão espalhados e ninguém sabe exatamente qual é o próximo passo de cada oportunidade, colocar inteligência artificial em cima disso não resolve o problema estrutural. Você apenas cria uma empresa desorganizada mais rapidamente. O CRM da Orvi precisa virar parte da rotina É por isso que acredito que organizar vendas no CRM da Orvi não começa pela quantidade de funcionalidades disponíveis. Começa pela maneira como a empresa incorpora a ferramenta ao processo comercial. Começar o dia pelo CRM, definir próximos passos, atualizar o pipeline, registrar informações relevantes, cumprir follow-ups, revisar oportunidades paradas e utilizar os dados para decidir onde concentrar energia parecem hábitos pequenos quando analisados individualmente. Mas é justamente a repetição desses hábitos que começa a transformar vendas em uma operação. E essa diferença é importante. Porque vender bem durante um mês pode acontecer por talento, oportunidade ou até sorte. Construir uma empresa capaz de vender bem todos os meses exige outra coisa. Exige processo. O CRM é a infraestrutura que ajuda esse processo a funcionar. A inteligência artificial pode torná-lo cada vez mais eficiente. Mas nenhuma tecnologia elimina a necessidade de disciplina comercial. No final, o objetivo não deveria ser ter vendedores utilizando um CRM. O objetivo deveria ser construir uma operação comercial que não consiga mais imaginar trabalhar sem ele. --- ## Empresários se reúnem em Blumenau para descobrir o poder da IA - URL: https://empreendanews.com.br/noticia/empresarios-se-reunem-em-blumenau-para-descobrir-o-poder-da-ia - Publicado em: 2026-08-12 - Autor: EmpreendaNews - Conteúdo - Editoria: Inovação - Cidade: Blumenau - Tags: Blumenau, inovação, inteligência artificial, negócios > Evento em Blumenau discute aplicações da IA nos negócios. Na terça-feira, 11 de agosto, aconteceu na Premiersoft, em Blumenau, o evento Lucrando Mais com IA. O encontro reuniu empresários, gestores e profissionais interessados em conhecer novas possibilidades para aplicar a inteligência artificial no ambiente empresarial. A programação contou com Tuta Neto, Sidney Hamada, Diego Alexandre, André Amorim, Gustavo Anesi, João Paulo Taumaturgo e Simon Rocha. Ao longo da noite, os participantes compartilharam experiências, conhecimentos e diferentes perspectivas sobre tecnologia, inovação e negócios. Um dos destaques foi Tuta Neto, nome conhecido da Jovem Pan, que falou sobre sua experiência com tecnologia e mostrou como a inteligência artificial pode contribuir para aumentar a produtividade e transformar a rotina profissional. Os demais participantes também abordaram as oportunidades criadas pela IA, passando por temas como automação de processos, eficiência, estratégia e crescimento empresarial. Mais do que apresentar novas ferramentas, o evento mostrou que a inteligência artificial já faz parte da realidade dos negócios. A noite foi marcada pela troca de conhecimento, novas conexões e discussões sobre o futuro das empresas. --- ## Renascimento do design italiano dos anos 70 - URL: https://empreendanews.com.br/noticia/renascimento-do-design-italiano-dos-anos-70 - Publicado em: 2026-08-12 - Autor: Bruna Pieritz - Editoria: Inovação - Tags: Anos 70, Design Italiano, Relançamentos, Milan Design Week > Design italiano dos anos 70 ressurge com relançamentos que destacam seu impacto e inovação. De acordo com o Wallpaper*, o design italiano dos anos 1970 está novamente em evidência. De móveis pouco conhecidos a experimentos lendários, a década ganha destaque com relançamentos que ressaltam seu impacto no design. A exposição 'Italy: The New Domestic Landscape', realizada em 1972 no MoMA, é um marco que reflete sobre a excelência criativa do período pós-guerra na Itália. A crítica de design Paola Antonelli, curadora sênior de Arquitetura e Design do MoMA, compara a agitação política e social dos anos 70 com os tempos atuais de incerteza. Ela observa como os designers da época, especialmente os participantes da exposição, representavam uma cultura preocupada com o futuro. 'É interessante ver como designs de um momento complicado agora são celebrados com nostalgia', afirma Antonelli. Entre os relançamentos notáveis, está a cadeira Cigno de Vittorio Varo para Visionnaire, escolhida para a sala de audição 'Déjà-Vu' durante a Milan Design Week 2026. O armário Parioli de Lodovico Acerbis, a lâmpada Sintesi de Ernesto Gismondi para Artemide e o design escultórico Alcinoo de Gae Aulenti também são destaques que trazem a essência do design italiano dos anos 70 para os interiores contemporâneos. Outros projetos reeditados incluem a mesa de café T35 Trio de Pierangelo Gallotti, a lâmpada Papero de Cini Boeri e o sofá Fachiro de Marzio Cecchi. Cada peça reflete a inovação e o espírito experimental da época. A reintrodução de designs como a lâmpada Pallino de Elio Martinelli e a torneira de Joe Colombo reforçam a ideia de que a funcionalidade e a estética podem coexistir harmoniosamente. Com informações de Wallpaper*. --- ## Olhary.ia revoluciona análise de compras públicas - URL: https://empreendanews.com.br/noticia/olharyia-revoluciona-analise-de-compras-publicas - Publicado em: 2026-08-12 - Autor: Thiago A. Busarello - Editoria: Inovação - Tags: Olhary.ia, compras públicas, inteligência artificial > Olhary.ia usa IA para facilitar análise de compras públicas no Brasil, com foco em expandir internacionalmente. O mercado de licitações e compras públicas no Brasil movimentou mais de R$ 1 trilhão em 2025. Apesar do volume expressivo, informações essenciais estão dispersas entre editais, atas e contratos. Tiago Mascarenhas, fundador e CEO da Olhary.ia, desenvolveu uma plataforma inovadora para investigar compras governamentais. A Olhary.ia utiliza inteligência artificial para processar cerca de 385 milhões de informações, auxiliando empresas na análise de contratos, fornecedores e oportunidades de mercado. A base de dados inclui registros do Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP) e outros dados enriquecidos. A plataforma oferece uma investigação mais abrangente, conectando diferentes elementos do mercado público. O setor de compras públicas representa cerca de 16% do PIB brasileiro, com valores homologados que ultrapassaram R$ 1 trilhão em 2025. Globalmente, os governos movimentam cerca de US$ 13 trilhões por ano em contratos públicos, tornando a iniciativa da Olhary.ia ainda mais relevante. Entre os recursos da plataforma está o módulo de inteligência relacional chamado Olhos de Deus, que identifica conexões não aparentes em consultas tradicionais. Segundo a empresa, a ferramenta auxilia na análise de fornecedores recorrentes e padrões de contratação, transformando dados fragmentados em contexto investigável. A plataforma está em fase de validação pública, com participação direta dos primeiros usuários, que podem contribuir com sugestões e acompanhar a evolução do projeto. Tiago Mascarenhas destaca a importância de adaptar a tecnologia ao usuário, não o contrário. Embora a validação esteja concentrada no Brasil, a Olhary.ia já planeja expansão internacional com novos produtos e estruturas, como Olhary Gov e Olhary Predictor. A empresa visa levar sua tecnologia para outros mercados, respeitando as particularidades regionais. --- ## Guia Michelin estreia ranking de vinícolas na Borgonha - URL: https://empreendanews.com.br/noticia/guia-michelin-estreia-ranking-de-vinicolas-na-borgonha - Publicado em: 2026-08-12 - Autor: Carlos E. Backes - Editoria: Artigos - Tags: Uvas Michelin, França, vinho, Guia Michelin, terroir, turismo de luxo, vinícolas, Borgonha, gastronomia, enoturismo > Guia Michelin estreia classificação mundial de vinícolas na Borgonha, premia 94 produtores e cria nova referência para vinho, enoturismo e mercado de luxo. Nova classificação com uma, duas ou três “Uvas Michelin” amplia a atuação do guia para o mundo do vinho e pode reforçar o enoturismo, a reputação dos produtores e o valor econômico de um dos terroirs mais disputados do planeta. O Guia Michelin abriu uma nova frente no mercado global de gastronomia e turismo de alto padrão. Em 7 de julho de 2026, a organização revelou, em Dijon, na França, sua primeira seleção mundial dedicada especificamente a produtores de vinho, escolhendo a Borgonha para inaugurar o sistema de uma, duas e três Uvas Michelin. Ao todo, 94 propriedades foram reconhecidas: nove receberam a classificação máxima de três Uvas, 20 conquistaram duas, 33 ficaram com uma e outras 32 foram incluídas na categoria “Selecionados”. O anúncio representa uma expansão relevante de uma marca que construiu influência internacional primeiro com restaurantes — as estrelas começaram a ser adotadas em 1926 — e, mais recentemente, com as Chaves Michelin para hotéis. (Michelin) A novidade havia sido anunciada pela Michelin em dezembro de 2025, quando a empresa informou que Borgonha e Bordeaux seriam as primeiras regiões analisadas. A Borgonha foi a primeira a ter seus resultados divulgados. Bordeaux será a próxima, mas, até agora, não há uma data oficial definida para a apresentação de sua seleção. (Michelin) Mais do que um novo selo para garrafas famosas, a iniciativa cria um sistema de recomendação capaz de interferir na descoberta de produtores, nos roteiros de enoturismo e, potencialmente, na percepção de valor de propriedades inseridas em um mercado caracterizado por oferta limitada, forte internacionalização e enorme peso da reputação. Como funcionam as Uvas Michelin Diferentemente das Estrelas Michelin, voltadas à experiência gastronômica dos restaurantes, as Uvas são atribuídas aos produtores de vinho. No topo da classificação estão as três Uvas Michelin, reservadas, segundo o guia, a produtores considerados excepcionais e capazes de inspirar confiança independentemente da safra. As duas Uvas reconhecem produtores que se destacam entre seus pares pela qualidade e pela consistência dentro de seus terroirs. Uma Uva Michelin identifica produtores de alta qualidade, com vinhos de personalidade e estilo próprios, especialmente bem-sucedidos nas melhores safras. Há ainda a categoria Selecionados, destinada a propriedades consideradas confiáveis e que permanecem sob acompanhamento do guia. (MICHELIN Guide) A classificação é baseada em cinco pilares: qualidade agronômica, domínio técnico da vinificação, identidade, equilíbrio e consistência entre safras. Na parte agrícola, os inspetores observam aspectos como vitalidade do solo, equilíbrio das videiras e manejo. No vinho, entram elementos como precisão técnica da vinificação, expressão do terroir, personalidade do produtor e equilíbrio entre acidez, taninos, madeira, álcool e doçura. A consistência é particularmente importante: a Michelin afirma que analisa diferentes safras justamente para reduzir o peso de um único grande ano sobre a avaliação de um produtor. (MICHELIN Guide) As inspeções são conduzidas por profissionais contratados pela Michelin, entre eles antigos sommeliers, críticos especializados e especialistas em produção. As decisões são tomadas coletivamente, segundo a organização. (Michelin) Romanée-Conti e outros ícones estão no topo A estreia colocou nove propriedades na categoria máxima. Receberam três Uvas Michelin: Cécile Tremblay; Dugat-Py; Roumier; Domaine de la Romanée-Conti; Domaine Leroy; Domaine d'Auvenay; Coche-Dury; Jean-Marc et Thomas Bouley; Hubert Lamy. As propriedades premiadas com três Uvas estão concentradas na Côte de Nuits e na Côte de Beaune, epicentro de alguns dos vinhos mais disputados e valorizados da Borgonha. A lista chama a atenção também por não se limitar às casas mais antigas. A Cécile Tremblay, por exemplo, foi criada em 2003 e tornou-se em poucas décadas um dos produtores reconhecidos da região, enquanto nomes como Romanée-Conti e Leroy pertencem ao núcleo histórico de maior prestígio do vinho borgonhês. (Michelin) Entre as 20 propriedades com duas Uvas aparecem Dujac, Denis Mortet, Domaine Leflaive, Domaine des Comtes Lafon e Bonneau du Martray. Já a categoria de uma Uva inclui nomes como Armand Rousseau, Clos de Tart, Domaine des Lambrays, Méo-Camuzet, Joseph Drouhin e Louis Jadot. (CNN Brasil) Por que a Borgonha foi escolhida A escolha dificilmente poderia ter maior peso simbólico. Na Borgonha, o conceito de qualidade é construído de maneira quase microscópica em torno do território. Um mesmo vilarejo pode conter parcelas vizinhas classificadas e valorizadas de formas muito diferentes em razão de solo, exposição solar, altitude e histórico de produção. Os chamados Climats da Borgonha são parcelas de vinhedos precisamente delimitadas e historicamente associadas à identidade de seus vinhos. A UNESCO reconheceu esse sistema como Patrimônio Mundial em 2015. O território protegido se estende por cerca de 50 quilômetros ao sul de Dijon, atravessando a Côte de Nuits e a Côte de Beaune até Maranges. A organização identifica 1.247 Climats individualmente delimitados. (UNESCO World Heritage Centre) É justamente esse modelo que ajuda a explicar por que a Borgonha se encaixa tão bem no método proposto pela Michelin. Na região, avaliar apenas a variedade de uva seria insuficiente: Pinot Noir e Chardonnay respondem por grande parte dos vinhos mais famosos, mas pequenas diferenças de origem podem produzir estilos, reputações e valores comerciais radicalmente distintos. A própria Michelin afirma que pretende reconhecer não apenas nomes consagrados, mas produtores capazes de demonstrar precisão no vinhedo e na adega e expressar de maneira clara a identidade de seu terroir. (Michelin) Um novo mapa para o turismo do vinho Para o viajante, a consequência mais visível da classificação tende a aparecer na construção dos roteiros. Até agora, consumidores podiam organizar uma viagem à Borgonha a partir de denominações famosas, críticos de vinho, produtores conhecidos, restaurantes estrelados ou indicações especializadas. As Uvas Michelin acrescentam uma nova camada de curadoria reconhecível internacionalmente. Isso pode favorecer particularmente propriedades menos familiares para o público não especializado. A classificação, porém, precisa ser interpretada corretamente: uma Uva Michelin não significa que uma vinícola oferece a melhor visita turística, assim como três Uvas não garantem disponibilidade para degustações ou atendimento ao público. O sistema avalia a produção de vinho, e não uma experiência turística comparável à classificação de hotéis. Assim, interessados em visitar uma propriedade precisam verificar individualmente regras de acesso, reservas, horários e formatos de degustação. Dijon e Beaune ganham ainda mais relevância Do ponto de vista territorial, a nova classificação reforça dois polos fundamentais da Borgonha: Dijon e Beaune. A UNESCO descreve Dijon como um centro histórico de poder político e regulatório ligado à construção do sistema dos Climats, enquanto Beaune se consolidou como um núcleo do comércio do vinho. Entre as duas cidades e seus arredores está grande parte dos vinhedos da Côte d'Or que ajudaram a transformar a Borgonha em referência mundial. (UNESCO World Heritage Centre) Para o setor turístico, isso cria uma vantagem importante: a atração não está concentrada em um único empreendimento, mas distribuída por vilarejos, vinhedos, restaurantes, hotéis, caves, lojas especializadas e equipamentos culturais. Em termos econômicos, um visitante atraído por uma propriedade de vinho também pode gerar consumo em hospedagem, gastronomia, transporte local e comércio. A Michelin não divulgou uma estimativa de aumento de visitantes provocado pelas Uvas, portanto qualquer projeção numérica seria especulativa. O efeito relevante, neste momento, está na ampliação da visibilidade internacional das propriedades selecionadas. O negócio por trás da reputação A estreia chega em um momento complexo para o mercado de vinho. Segundo dados do Bourgogne Wine Board (BIVB), a safra de 2025 foi estimada em cerca de 1,43 milhão de hectolitros, equivalentes a mais de 190 milhões de garrafas, abaixo da média dos dez anos anteriores. As exportações cresceram 4,3% nos oito primeiros meses de 2025 em comparação com o mesmo período de 2024, mas o cenário foi menos uniforme no decorrer do ano: entre junho e agosto, houve queda tanto no volume quanto, de maneira mais acentuada, no valor exportado. (Bourgogne Wines) Isso significa que a Michelin entra no mercado de vinho justamente quando produtores precisam administrar um ambiente de consumo global mais desafiador. Nesse contexto, reputação e diferenciação ganham peso econômico. A classificação não altera legalmente uma denominação de origem, não transforma um vinhedo em Grand Cru e tampouco substitui os sistemas regulatórios franceses. Mas acrescenta uma chancela internacional de grande reconhecimento junto a consumidores de gastronomia, hotelaria e viagens. É uma diferença importante: a Michelin não redefine o terroir; passa a atuar como intermediária de reputação entre produtor e consumidor. Brasil já é mercado em expansão para os vinhos da Borgonha A novidade também merece atenção do setor brasileiro. Dados do BIVB mostram que o Brasil comprou aproximadamente 699 mil garrafas de vinhos da Borgonha em 2024, alta de 17,5% em relação ao ano anterior. Em valor, as exportações chegaram a € 8,5 milhões, crescimento de 21,8%. Naquele ano, o país ocupava a 22ª posição entre os mercados da Borgonha em volume e a 24ª em valor. (Bourgogne Wines) O avanço continuou: dados posteriores do conselho regional apontam que as exportações para o Brasil atingiram aproximadamente 917 mil garrafas em 2025, alta de 31% em volume na comparação anual, enquanto o valor cresceu 36%. (Bourgogne Wines) É uma base ainda pequena diante de mercados tradicionais como Estados Unidos e Reino Unido, mas a trajetória ajuda a explicar por que uma classificação internacional simples de reconhecer pode interessar também a importadores, sommeliers, restaurantes e consumidores brasileiros. Para produtores com distribuição no país, aparecer no guia cria um novo argumento de posicionamento. Para importadores, pode tornar-se um instrumento adicional de seleção de portfólio — embora não haja qualquer garantia de que uma Uva Michelin resulte automaticamente em aumento de vendas ou de preços. O “efeito Michelin” pode chegar ao vinho? No setor de restaurantes, as estrelas Michelin construíram ao longo de décadas uma capacidade incomum de influenciar decisões de viagem e consumo. A questão agora é saber se as Uvas conseguirão desenvolver poder semelhante. O vinho apresenta uma dificuldade adicional: o produto circula independentemente do lugar onde foi produzido. Para experimentar um restaurante Michelin é necessário ir ao estabelecimento; para beber um vinho classificado, em muitos casos basta encontrá-lo em uma importadora, restaurante ou loja especializada. Isso amplia enormemente o alcance potencial da nova classificação, mas também torna seu impacto econômico mais difuso. O beneficiário pode ser a vinícola, o distribuidor, um restaurante que inclui o rótulo na carta ou o próprio destino turístico. Para a Michelin, por sua vez, a expansão cria um ecossistema cada vez mais integrado: restaurantes, hotéis e agora produtores de vinho passam a fazer parte de uma mesma arquitetura de recomendação voltada ao viajante de alto valor agregado. Bordeaux será o próximo teste Depois da Borgonha, o próximo capítulo será Bordeaux. A Michelin já confirmou a região como parte da primeira fase do projeto, mas ainda não anunciou oficialmente quando seus resultados serão divulgados. (Michelin) A comparação será particularmente relevante porque as duas regiões representam modelos bastante diferentes. Enquanto a Borgonha é marcada por propriedades frequentemente menores e por uma fragmentação extrema dos terroirs, Bordeaux possui forte tradição de châteaux e classificações históricas próprias. Se o sistema ganhar escala para outras regiões produtoras — algo que dependerá das próximas decisões da Michelin — poderá surgir uma referência internacional paralela às classificações tradicionais e às avaliações de críticos especializados. O QUE ISSO SIGNIFICA A estreia das Uvas Michelin não é apenas mais uma premiação em um mercado repleto de notas e rankings. Ela representa a entrada de uma das marcas de recomendação mais reconhecidas do turismo e da gastronomia diretamente na cadeia econômica do vinho. Para a Borgonha, o efeito imediato é de visibilidade: 94 produtores passam a integrar um sistema que pode ser compreendido por consumidores muito além do círculo dos especialistas. O ponto a observar agora será a capacidade dessa classificação de influenciar demanda, preços, cartas de restaurantes, importações e fluxos turísticos. Bordeaux será o segundo grande teste. Se a Michelin conseguir transferir para o vinho parte da influência conquistada nos restaurantes e hotéis, as Uvas podem se transformar em um novo ativo de reputação para produtores e destinos enogastronômicos — sem substituir as denominações de origem, mas acrescentando uma nova camada de poder comercial ao conceito de terroir. --- ## Caçador de tornados Reed Timmer vem ao Sul do Brasil - URL: https://empreendanews.com.br/noticia/cacador-de-tornados-reed-timmer-vem-ao-sul-do-brasil - Publicado em: 2026-08-12 - Autor: EmpreendaNews - Conteúdo - Editoria: Notícias - Tags: tornados, Meteorologia, Reed Timmer, Sul do Brasil, El Niño > Reed Timmer, caçador de tornados, monitora tempestades no Sul do Brasil devido ao El Niño. O renomado meteorologista americano Reed Timmer está a caminho do Sul do Brasil com sua equipe, a Team Dominator, para monitorar tempestades severas relacionadas ao fortalecimento do El Niño na região. A equipe planeja realizar esta missão entre o fim do inverno e o início da primavera, conforme anunciado nas redes sociais por Timmer. Conhecido por registrar tornados de perto nos Estados Unidos, Timmer utiliza veículos especialmente preparados e equipamentos avançados para coletar dados dentro das tempestades. Agora, sua atenção se volta para o 'Corredor de Tornados da América do Sul', que inclui o Sul do Brasil, Uruguai, Paraguai e norte da Argentina. O El Niño, que está intensificando as condições climáticas adversas, despertou a atenção de Timmer. De acordo com a NOAA, o fenômeno continuará a ganhar força até o final de 2026, com alta probabilidade de persistir até 2027. A Climatempo já classifica o El Niño como forte, com potencial para se tornar muito forte, trazendo chuvas intensas e tempestades severas para o Sul do Brasil. Embora a presença de Timmer traga visibilidade internacional, especialistas alertam para a necessidade de basear as previsões em dados técnicos e seguir os alertas dos órgãos oficiais, evitando alarmismos. --- ## CFO da WEG revoluciona capacitação com IA - URL: https://empreendanews.com.br/noticia/cfo-da-weg-revoluciona-capacitacao-com-ia - Publicado em: 2026-08-12 - Autor: Thiago A. Busarello - Editoria: Inovação - Cidade: Jaraguá do Sul - Tags: capacitação, inteligência artificial, WEG > CFO da WEG transforma capacitação interna com foco em IA, destacando o desafio organizacional da tecnologia. André Luís Rodrigues, vice-presidente administrativo financeiro da WEG, tomou uma decisão estratégica ao trocar um curso de finanças por um de inteligência artificial. Rodrigues integrou o Programa de Inteligência Artificial para C-levels da Saint Paul Escola de Negócios, o PIACC, e usou o conhecimento adquirido para transformar a governança de IA na WEG. O executivo enfrentou dificuldades para participar do curso devido a sua agenda, mas na terceira tentativa, tudo se alinhou. "Chegou um momento, em um ano, que eu falei: bom, eu tenho que fazer isso", afirmou Rodrigues. Após concluir o programa, ele desenvolveu um sistema interno de capacitação com cinco níveis, variando de uma formação básica de duas horas a um curso avançado de 180 horas para programadores. Rodrigues, que iniciou sua carreira na área química, passou por várias posições na Rhodia antes de atuar como CFO da JHSF Participações e, posteriormente, da WEG, com sede em Jaraguá do Sul. A escolha pela IA, segundo ele, foi motivada pela relevância estratégica que a tecnologia ganhou no mundo corporativo. "A inteligência artificial deixou de ser um tema exclusivamente tecnológico e passou a ser um tema estratégico para qualquer empresa", destacou. Um módulo específico do curso, ministrado por Patrícia Peck, fez Rodrigues repensar a implementação de IA na WEG, destacando a importância de definir um propósito claro antes de adotar novas tecnologias. Isso o ajudou a corrigir a abordagem da empresa em relação à IA. Atualmente, Rodrigues participa de um comitê de IA na WEG que valida casos de uso e prioriza objetivos estratégicos. O executivo enfatiza que o verdadeiro desafio da IA é organizacional, não tecnológico. "Hoje eu consigo discutir a inteligência artificial em um nível muito mais estratégico", concluiu. --- ## A alimentação corporativa vai muito além da refeição - URL: https://empreendanews.com.br/noticia/a-alimentacao-corporativa-vai-muito-alem-da-refeicao - Publicado em: 2026-08-12 - Autor: Isaac Ville Lima - Editoria: Colunas - Tags: restaurante empresarial, gestão de equipes, alimentação corporativa > A alimentação corporativa vai muito além da refeição Um restaurante empresarial bem gerido envolve planejamento, segurança alimentar, gestão de pessoas e eficiência operacional. Mais do que um custo, a alimentação corporativa pode ser um investimento no bem-estar, na experiência dos colaboradores e na cultura da empresa. No fim, cuidar da alimentação também é cuidar das pessoas — e isso faz diferença nos resultados de qualquer organização. Quando falamos em alimentação corporativa, é comum que o assunto seja associado apenas ao cardápio ou ao custo da operação. Mas, na prática, um restaurante empresarial bem gerido tem um impacto muito maior no dia a dia das empresas. Inclusive, cada vez mais utilizamos o termo restaurante empresarial em vez de "refeitório", justamente porque ele representa um ambiente pensado para oferecer uma experiência mais acolhedora, confortável e alinhada ao cuidado com as pessoas. Uma operação de alimentação envolve muito mais do que preparar refeições. Ela exige planejamento, gestão de equipes, segurança alimentar, controle de processos e capacidade de adaptação às necessidades de cada empresa. Quando esses fatores trabalham em conjunto, o resultado vai além da qualidade dos alimentos: a empresa ganha previsibilidade, organização e uma operação muito mais eficiente. Também é importante entender que a alimentação corporativa não deve ser vista apenas como um custo, mas como um investimento. O momento da refeição faz parte da rotina dos colaboradores e pode contribuir para o bem-estar, fortalecer a cultura organizacional e proporcionar um ambiente de convivência mais agradável. São detalhes que, quando bem geridos, fazem diferença na percepção de quem utiliza esse espaço diariamente. Ao longo dos últimos anos, acompanhando empresas de diferentes segmentos, percebo que aquelas que tratam a alimentação corporativa de forma estratégica costumam colher benefícios que vão muito além da operação do restaurante empresarial. Afinal, cuidar da alimentação é uma forma concreta de cuidar das pessoas. E empresas que colocam as pessoas no centro de suas decisões constroem ambientes mais saudáveis, mais produtivos e preparados para crescer de forma sustentável. --- ## Fundo de R$ 120 milhões impulsiona startups no Nordeste - URL: https://empreendanews.com.br/noticia/fundo-de-r-120-milhoes-impulsiona-startups-no-nordeste - Publicado em: 2026-08-12 - Autor: Thiago A. Busarello - Editoria: Inovação - Tags: inovação, Startups, investimentos, Nordeste > Fundo de R$ 120 milhões busca reduzir desigualdade de investimentos em startups no Nordeste, apoiando empresas inovadoras em estágio inicial. Apesar de possuir 19 parques tecnológicos, o que representa cerca de 15% das iniciativas registradas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Nordeste ainda enfrenta desafios significativos em termos de financiamento para inovação. A região é responsável por apenas 2% dos investimentos destinados a startups no Brasil, o que evidencia um desequilíbrio entre a infraestrutura disponível e o capital necessário para transformar ideias em negócios escaláveis. O FIP Nordeste Capital Semente surge como uma solução para este problema. Este fundo foi criado para facilitar o acesso a recursos e promover o crescimento de startups em estágio inicial na região. Gerido pela Triaxis Capital em parceria com a Crescera Capital, o fundo foi estruturado com apoio da Finep, Banco do Nordeste (BNB) e Sebrae. Com um montante total de R$ 120 milhões, o fundo planeja investir em cerca de 30 startups, focando em empresas inovadoras não só do Nordeste, mas também do norte de Minas Gerais e do Espírito Santo. Recentemente, o fundo investiu R$ 1 milhão na startup Entrega+, localizada em Santa Cruz do Capibaribe. Esta empresa oferece soluções digitais para o setor de moda, promovendo a conexão entre confecções, revendedores e transportadoras, e integrando uma cadeia produtiva ainda pouco digitalizada. Anteriormente, a pernambucana Recurring Sales CRM também recebeu um investimento de R$ 1 milhão do fundo. Esta startup desenvolve uma plataforma que automatiza a gestão comercial de empresas com vendas recorrentes, utilizando dados operacionais para otimizar vendas e aumentar a produtividade. Haim Mesel, sócio-fundador da Triaxis Capital, destaca que o foco do fundo são startups que já possuem faturamento, mas que ainda estão em estágio inicial de tração, com receita anual de até R$ 4,8 milhões. Os investimentos iniciais são geralmente feitos através de mútuo conversível, com tickets de até R$ 1 milhão por empresa, e há possibilidade de rodadas subsequentes para aquelas que se destacarem. O fundo prioriza startups no estágio semente, especialmente aquelas que oferecem soluções digitais por assinatura para outras empresas. A estratégia visa apoiar negócios que solucionam problemas em áreas como saúde, vendas, marketing, serviços financeiros, seguros, jurídico e segurança digital, além de startups que utilizam inteligência artificial para otimizar processos e melhorar a tomada de decisão. O processo de seleção combina prospecção ativa com inscrições de startups no portal do fundo, ampliando o acesso ao capital e estruturando um pipeline contínuo de avaliação. Empreendedores interessados em participar devem se cadastrar em: fipnordeste.com. --- ## Apps de diaristas ganham espaço em SC - URL: https://empreendanews.com.br/noticia/apps-de-diaristas-ganham-espaco-em-sc - Publicado em: 2026-08-12 - Autor: Maiza Moura - Editoria: Tecnologia - Tags: diaristas, Santa Catarina, tecnologia > Plataformas digitais para contratação de diaristas crescem em SC, oferecendo flexibilidade e praticidade. De acordo com a GZH, plataformas digitais que facilitam a contratação de diaristas estão se expandindo rapidamente. Embora o foco da reportagem original seja o Rio Grande do Sul, onde o crescimento chega a 50% ao ano, Santa Catarina também começa a sentir os impactos dessa tendência. Esses aplicativos oferecem flexibilidade tanto para quem contrata quanto para quem presta o serviço. As diaristas agora podem ajustar seus horários de trabalho conforme suas necessidades pessoais, o que é um grande atrativo para muitas delas. A Maria Brasileira, por exemplo, é uma das empresas que utiliza esse modelo de negócios. Com mais de 520 franquias no Brasil, a empresa oferece cursos de formação para as profissionais cadastradas. Ruben Pacheco, sócio-proprietário do aplicativo Donamaid, destaca que o mercado ainda tem muito potencial para crescimento. "Se tem gente que ainda não conhece, significa que temos mercado para seguir crescendo", afirma ele. Para os clientes, a praticidade de poder contratar serviços de limpeza de forma ágil e personalizada é um dos maiores benefícios. A empresária Letícia Carrer, por exemplo, elogiou a facilidade de usar esses aplicativos para atender suas necessidades em diferentes cidades. Especialistas, no entanto, alertam sobre a importância de verificar as regras e políticas de cada plataforma para evitar contratempos. Mario Avelino, presidente do Instituto Doméstica Legal, recomenda atenção às políticas de remuneração e segurança das plataformas. Com informações de GZH. --- ## Construtoras com dificuldades de Mão de Obra Qualificada. - URL: https://empreendanews.com.br/noticia/construtoras-do-brasil-com-dificuldades-de-mao-de-obra-qualificada - Publicado em: 2026-08-12 - Autor: Eder C. Amorim - Editoria: Construção Civil - Cidade: Blumenau - Tags: mercado de trabalho, Santa Catarina, Construção, construção civil, Blumenau, escassez de mão de obra, construção de alto padrão, custo da construção civil, falta de mão de obra qualificada, engenharia, contratar construtora de confiança, Brasil, CUB Santa Catarina 2026, gerenciamento de obras > O Brasil enfrenta o pior cenário de escassez de mão de obra qualificada em construção civil dos últimos anos e Santa Catarina sente isso primeiro, com o maior custo de construção do país. Entenda a dimensão do problema, o impacto em obras de alto padrão, e o que muda quando o projeto tem uma gestão profissional por trás. Preste atenção nas obras ao redor de onde você mora. Boa parte anda mais devagar do que deveria. Não é impressão — é o retrato de um problema estrutural que o setor da construção civil brasileira enfrenta hoje: falta gente qualificada pra construir. Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), 94% das construtoras do país enfrentam algum grau de escassez de mão de obra qualificada, e 76% já precisaram rever cronogramas por falta de profissionais. Um levantamento da FGV IBRE aponta que mais de 69% das empresas do setor têm dificuldade para contratar ou reter trabalhadores. E isso acontece justamente num momento de expansão: o setor abriu 154 mil vagas formais só nos cinco primeiros meses de 2026, segundo dados do Novo Caged compilados pela Agência CBIC. O problema não é falta de trabalho disponível — é falta de gente preparada para ocupá-lo. Por que está faltando gente O setor cresce mais rápido do que forma profissionais. Segundo o Mapa do Trabalho Industrial do SENAI, a construção civil é o segundo setor com maior projeção de novas vagas até 2027 no Brasil, atrás apenas de Logística e Transporte — uma demanda estimada em mais de 4,4 milhões de postos no período. Há também uma perda silenciosa de conhecimento técnico. Especialistas em RH do setor apontam que a função de mestre de obras está praticamente extinta: era um cargo formado dentro do próprio canteiro, ao longo de anos — o operário virava encarregado, o encarregado virava mestre. Hoje esse ciclo de formação informal foi interrompido, e técnicos em edificações tentam preencher uma lacuna que não se resolve só com diploma. Santa Catarina sente isso primeiro Em Santa Catarina, o efeito já aparece no custo. De acordo com o Observatório FIESC, com base em dados do IBGE/SINAPI, o custo médio da construção no estado foi de R$ 2.169,50 por m² em janeiro de 2026 — o maior do país, ante uma média nacional de R$ 1.920,74. O CUB/SC fechou o mesmo mês em R$ 3.012,64/m², o segundo maior do Brasil, atrás apenas do Mato Grosso. O economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, resume o cenário de forma direta: o custo da construção no estado já está pressionado pela escassez de mão de obra, porque Santa Catarina opera em pleno emprego. O efeito é mais sério em obras de alto padrão Em uma obra comum, a escassez de mão de obra qualificada gera atraso. Em uma obra de alto padrão, ela gera algo mais caro: substituição silenciosa de qualidade. Quando falta o profissional certo — o marceneiro que entende junta invisível, o instalador que calibra automação, o azulejista que não deixa rejunte irregular em porcelanato de grande formato —, a tendência do mercado é substituir por quem está disponível, não por quem é ideal. O resultado aparece meses depois, na forma de retrabalho, patologia construtiva ou acabamento que não sustenta o padrão prometido. O que muda com uma boa gestão por trás É por isso que o setor está reagindo com mais planejamento e mais tecnologia: pesquisa da consultoria Falconi em parceria com a Sienge mostra que o uso de inteligência artificial na gestão de obras saltou de 15% em 2023 para 38% em 2025 — não por modismo, mas porque rastreabilidade e planejamento rigoroso viraram a forma de compensar a falta de gente. Isso reposiciona o que significa contratar uma boa construtora. Não é sobre portfólio bonito. É sobre quem já resolveu esse problema antes de ele chegar ao seu canteiro: Rede de fornecedores e mão de obra qualificada já validada — construída ao longo de anos, não montada às pressas para um projeto específico. Planejamento físico-financeiro com margem para o cenário real do setor, não para o cenário ideal que só existe no papel. Fiscalização técnica constante, que identifica substituição de mão de obra antes que vire problema estrutural ou estético. Gestão que antecipa gargalos em vez de reagir a eles quando o cronograma já está comprometido. Quem constrói sem esse tipo de gerenciamento está, na prática, apostando que a escassez de mão de obra não vai bater na porta do seu projeto. Os números mostram que essa aposta está cada vez mais arriscada — para qualquer obra, em qualquer padrão. --- ## IA e sensores evitam descarte de pintinhos machos - URL: https://empreendanews.com.br/noticia/ia-e-sensores-evitam-descarte-de-pintinhos-machos - Publicado em: 2026-08-11 - Autor: Thiago A. Busarello - Editoria: Inovação - Tags: inovação, inteligência artificial, Avicultura > Tecnologia inovadora usa IA para evitar descarte de pintinhos machos durante a incubação de ovos. Uma tecnologia inovadora está prestes a transformar a avicultura. Desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, a solução combina inteligência artificial (IA) e sensores ópticos para identificar o sexo e a viabilidade de embriões ainda durante a incubação, sem romper a casca do ovo. Essa pesquisa, recentemente publicada, busca enfrentar dois grandes desafios dos incubatórios: a mortalidade embrionária, que pode ultrapassar 10% em algumas operações, e o descarte de pintinhos machos das linhagens poedeiras. Estima-se que aproximadamente 6 bilhões de pintinhos machos sejam descartados anualmente, pois não produzem ovos e têm desempenho insatisfatório para corte. Na pesquisa, 300 ovos foram analisados antes e durante os primeiros dias de incubação. Os modelos de IA, treinados com imagens de sensores que captam informações além da luz visível, alcançaram até 97% de precisão na detecção da mortalidade embrionária já no quarto dia de incubação. A tecnologia também conseguiu distinguir embriões machos e fêmeas com cerca de 75% de precisão antes do início da incubação. Além disso, sensores ópticos foram empregados para estimar características físicas dos ovos, como resistência e espessura da casca e proporção de gema, sem quebrá-los. Espera-se que a combinação de sensores, IA e automação permita a classificação em larga escala. A equipe está desenvolvendo equipamentos integrados a braços robóticos para a separação automática dos ovos conforme os resultados. Além do impacto econômico, a tecnologia reduz riscos sanitários, já que ovos com embriões mortos podem favorecer a proliferação de microrganismos, aumentando a necessidade de monitoramento nos incubatórios. Atualmente, a identificação desses ovos é feita principalmente por ovoscopia, um método que demanda inspeções frequentes e mão de obra especializada. --- ## O problema não é vender. É perder oportunidades. - URL: https://empreendanews.com.br/noticia/o-problema-nao-e-vender-e-perder-oportunidades - Publicado em: 2026-08-11 - Autor: Paulo Piske - Editoria: Negócios - Tags: CRM, agentes de IA, tecnologia em vendas, vendas B2B, pipeline de vendas, transformação digital, gestão comercial, produtividade comercial, relacionamento com clientes, inteligência comercial, jornada do cliente, conversão de leads, automação de vendas, inteligência artificial, gestão de leads, IA para vendas, follow-up, equipe comercial, processo comercial, oportunidades de vendas > Muitas empresas acreditam que precisam gerar mais leads para vender mais. Mas, muitas vezes, as oportunidades já estão chegando. O problema é o que acontece com elas depois. Muitas empresas acreditam que precisam gerar mais leads para vender mais. Mas, muitas vezes, as oportunidades já estão chegando. O problema é o que acontece com elas depois. Tem uma coisa que eu aprendi acompanhando empresas e processos comerciais: Nem sempre quem precisa vender mais precisa de mais clientes chegando. Às vezes, precisa simplesmente parar de perder aqueles que já chegaram. Parece óbvio. Mas não é. Todos os dias alguém manda uma mensagem no WhatsApp. Pede um orçamento. Preenche um formulário. Conversa com um vendedor. Demonstra interesse. E depois… Nada. A conversa se perde no WhatsApp. O vendedor esquece de retornar. O orçamento fica sem resposta. Ninguém sabe exatamente quando fazer o próximo contato. E aquela oportunidade que custou dinheiro para chegar até a empresa simplesmente desaparece. A gente costuma chamar isso de problema de vendas. Eu vejo diferente. É um problema de processo. Vender mais nem sempre significa buscar mais leads Existe uma obsessão no mercado por gerar oportunidades. Mais tráfego. Mais campanhas. Mais mensagens. Mais leads. E claro que tudo isso importa. Mas existe uma pergunta que eu considero ainda mais importante: O que sua empresa está fazendo com as oportunidades que já chegam? Porque não adianta colocar cada vez mais gente entrando em uma operação que não consegue acompanhar quem já entrou. É como tentar colocar mais água dentro de um balde furado. Em algum momento, talvez seja mais inteligente fechar os buracos. Foi por isso que eu aprendi a olhar diferente para o CRM Durante muito tempo, CRM foi tratado como uma ferramenta para cadastrar clientes. Nome. Telefone. Empresa. Etapa da negociação. Algumas observações. Mas um bom CRM deveria representar algo muito maior. Ele deveria mostrar a realidade comercial da empresa. Quem chegou. Quem conversou. Quem demonstrou interesse. Quem recebeu proposta. Quem precisa de acompanhamento. Quem está próximo de comprar. E, principalmente, quem está sendo esquecido. Quando essas informações estão organizadas dentro de um pipeline de vendas, a empresa começa a enxergar algo que antes estava escondido no meio de mensagens, planilhas e memória dos vendedores. Ela começa a enxergar oportunidades. O pipeline transforma vendas em processo Eu gosto de pensar que toda venda é uma jornada. Dificilmente alguém aparece e compra imediatamente. Existe conversa. Existe dúvida. Existe comparação. Existe negociação. Existe tempo. E cada cliente está vivendo um momento diferente dessa jornada. É justamente isso que um pipeline comercial bem estruturado ajuda a organizar. Ele permite entender onde cada oportunidade está e qual deveria ser o próximo movimento. Porque vender não deveria depender de alguém lembrar. Deveria depender de um processo. E existe uma diferença enorme entre essas duas coisas. E então chegou a inteligência artificial Talvez aqui esteja uma das maiores oportunidades que eu vejo para as empresas nos próximos anos. Porque CRM organiza. Pipeline estrutura. Mas a inteligência artificial pode ajudar a operação a agir. Ela pode apoiar a análise das oportunidades, identificar conversas paradas, ajudar na priorização dos leads, automatizar tarefas repetitivas e permitir que o vendedor concentre energia onde realmente precisa existir uma pessoa. Na conversa. Na negociação. Na confiança. Na decisão. Eu não acredito que o futuro comercial seja substituir vendedores por máquinas. Acredito em algo muito mais interessante. Dar aos bons vendedores uma capacidade que eles nunca tiveram antes. Mais informação. Mais contexto. Mais velocidade. Mais organização. E menos tarefas que não deveriam consumir o tempo deles. Tecnologia não conserta processo ruim Mas existe um detalhe importante. Colocar inteligência artificial em uma operação desorganizada não resolve automaticamente o problema. Pode apenas fazer a desorganização acontecer mais rápido. Primeiro vem o processo. Depois, a tecnologia. Primeiro precisamos entender como uma oportunidade entra, quem assume aquela conversa, quais etapas ela percorre, quando acontece o follow-up e como sabemos se estamos avançando. Depois disso, CRM, automação e inteligência artificial começam a fazer muito mais sentido. Porque tecnologia boa não deveria criar complexidade. Deveria tirar peso das pessoas. No final, vendas continuam sendo sobre pessoas Podemos falar de CRM. Pipeline. Automação. Agentes de IA. Dados. Indicadores. Tudo isso é importante. Mas, no final, existe alguém do outro lado esperando uma resposta. Esperando ser ouvido. Esperando que alguém lembre da conversa que começou alguns dias atrás. Talvez a grande transformação da inteligência artificial nas vendas não seja tornar as empresas menos humanas. Talvez seja justamente o contrário. Usar tecnologia para que as pessoas tenham mais tempo para fazer aquilo que nenhuma ferramenta deveria substituir: criar relações. Porque oportunidade não é uma linha dentro de um CRM. É uma pessoa que, em algum momento, levantou a mão e disse: "Eu tenho interesse." E acredito que toda empresa deveria estar preparada para não deixar essa pessoa ser esquecida. --- ## Tecnologia catarinense recupera R$ 306,9 milhões em ISS - URL: https://empreendanews.com.br/noticia/tecnologia-catarinense-recupera-r-3069-milhoes-em-iss - Publicado em: 2026-08-11 - Autor: Thiago A. Busarello - Editoria: Tecnologia - Cidade: Florianópolis - Tags: Santa Catarina, tecnologia, ISS, CIGA Simples > Tecnologia de SC ajuda a recuperar R$ 306,9 milhões em ISS não recolhido nos municípios, sem aumentar impostos. Uma inovadora tecnologia desenvolvida em Santa Catarina tem potencializado a arrecadação dos municípios brasileiros sem a necessidade de aumentar impostos. Entre janeiro e 22 de julho de 2026, o sistema CIGA Simples identificou R$ 306,9 milhões em Imposto Sobre Serviços (ISS) declarado, mas ainda não recolhido. O CIGA Simples, criado pelo Consórcio de Inovação na Gestão Pública (CIGA), consolida dados de empresas do Simples Nacional declarados à Receita Federal, fornecendo informações estratégicas para melhorar a fiscalização tributária municipal. Desde 2020, essa tecnologia já ajudou a identificar um total de R$ 1,148 bilhão em ISS não recolhido. Robson Jean Back, diretor executivo do CIGA, destacou a importância de soluções que transformam a gestão tributária municipal: "Nosso compromisso é desenvolver soluções que resolvam problemas reais dos municípios", afirmou. A ferramenta permite que as administrações municipais identifiquem rapidamente empresas inadimplentes, algo que é dificultado pela guia única administrada pela Receita Federal. Marcello André Previdi, gestor de projetos do CIGA Simples, ressaltou que o regime do Simples Nacional inclui 23,4 milhões de contribuintes, dos quais 16 milhões são Microempreendedores Individuais (MEIs). Em Santa Catarina, quase 200 mil empresas optam pelo Simples, com cerca de 150 mil sendo MEIs. Aproximadamente 40% desses microempreendedores apresentam algum nível de inadimplência. Florianópolis é um exemplo de sucesso do uso do CIGA Simples. Através do programa Floripa Mais Legal, a cidade conseguiu identificar inconsistências no recolhimento do ISS e incentivar a autorregularização dos contribuintes. O CIGA Simples faz parte do maior consórcio de inovação pública do país, atendendo 358 municípios em 18 estados brasileiros. Recentemente, a solução foi ampliada com o lançamento do módulo de Inteligência Fiscal, que utiliza cruzamentos automatizados de dados para identificar inconsistências e indícios de sonegação fiscal. Com a nova funcionalidade, a fiscalização se torna mais precisa, permitindo uma recuperação mais eficiente das receitas municipais. "O município não arrecada mais porque aumentou impostos. Ele arrecada melhor porque passa a enxergar informações que antes permaneciam invisíveis", concluiu Robson Jean Back. --- ## Como um casal transformou imãs de geladeira em mais de US$ 2 bilhões? - URL: https://empreendanews.com.br/noticia/como-um-casal-transformou-imas-de-geladeira-em-mais-de-us-2-bilhoes - Publicado em: 2026-08-11 - Autor: EmpreendaNews - Conteúdo - Editoria: Empreendedorismo - Tags: Pattern, Fortuna Bilionária, tecnologia, empreendedorismo, e-commerce > David Wright e Melanie Alder, da Pattern, alcançam fortuna bilionária com sucesso na Nasdaq. David Wright e Melanie Alder, cofundadores da Pattern, uma empresa de comércio eletrônico sediada em Lehi, Utah, celebraram um marco significativo ao tocar o sino da Nasdaq na Times Square, em 19 de setembro do ano passado. O casal, que também é casado, começou sua jornada empreendedora em 2013, vendendo ímãs de geladeira na Amazon. Desde a abertura de capital em setembro, as ações da Pattern quase dobraram de valor, elevando o valor de mercado da empresa para mais de US$ 4 bilhões. Em julho, o patrimônio de Wright chegou a US$ 1,7 bilhão, enquanto o de Alder atingiu US$ 1,1 bilhão. Juntos, eles detêm 55% da empresa. A Pattern se destaca ao ajudar marcas a navegar em marketplaces complexos, como a Amazon. A empresa compra produtos em grandes quantidades e gerencia todo o processo de venda, usando inteligência artificial para otimizar as operações. Essa estratégia tem impulsionado um crescimento de receita superior a 40% em todos os trimestres desde a abertura de capital. Embora a empresa enfrente despesas significativas, o lucro líquido foi de US$ 16 milhões no ano passado. A empresa continua a atrair investidores, dobrando o preço de suas ações desde março, e é uma das empresas mais valiosas na região de Silicon Slopes, em Utah. Com informações de Forbes Brasil. --- ## Vanessa da RealGold compartilha aprendizados da CON26 - URL: https://empreendanews.com.br/noticia/vanessa-da-realgold-compartilha-aprendizados-da-con26 - Publicado em: 2026-08-11 - Autor: EmpreendaNews - Conteúdo - Editoria: Destaques > Embaixadora do EmpreendaNews acompanhou conteúdos de destaque sobre inovação e tecnologia, gestão e Reforma Tributária durante um dos principais eventos do setor contábil, que aconteceu nos dias 05 e 06 de agosto, em São Paulo - SP Vanessa Antunes de Amorim, Diretora da RealGold e Embaixadora do EmpreendaNews, participou da CON26 e acompanhou de perto alguns dos principais conteúdos apresentados no evento. Entre os destaques estiveram as participações de Jhonny Martins e do Contador Revoltado, nomes conhecidos no mercado contábil e empresarial. Jhonny Martins trouxe reflexões sobre crescimento e gestão, mostrando como empresas podem estruturar melhor seus processos, aumentar eficiência e gerar mais valor real para os clientes. Já o Contador Revoltado abordou os impactos da Reforma Tributária na gestão das empresas e a importância da transição do profissional técnico para um parceiro estratégico. "Dois dias intensos de muito aprendizado, inovação e conexões! Ouvir referências do mercado só confirma o quanto a gestão eficiente e a atuação estratégica (especialmente com a Reforma Tributária batendo à porta) são decisivas para o sucesso de qualquer empresa. Volto pra RealGold BPO Financeiro cheia de ideias para aplicar no dia a dia dos nossos clientes e reforçar nosso papel no EmpreendaNews: conectar pessoas e gerar valor de verdade para o ecossistema empreendedor!"- destaca Vanessa. Para Vanessa, a experiência reforça a importância de acompanhar as transformações do mercado e levar novos conhecimentos para a realidade dos empresários e clientes. A participação na CON26 também fortalece o papel dos embaixadores do EmpreendaNews na troca de experiências, conexão e compartilhamento de conteúdos relevantes para o ambiente de negócios. --- ## Novo Comitê Nacional visa fortalecer startups - URL: https://empreendanews.com.br/noticia/novo-comite-nacional-visa-fortalecer-startups - Publicado em: 2026-08-11 - Autor: Thiago A. Busarello - Editoria: Inovação - Tags: empreendedorismo, inovação, Startups > Governo lança Comitê para fortalecer políticas de apoio a startups e inovação. O Governo Federal está prestes a dar um importante passo para fomentar o empreendedorismo inovador no Brasil. No dia 10 de agosto, em Brasília, foi lançado o Comitê Nacional de Iniciativas de Apoio a Startups e ao Empreendedorismo Inovador. A cerimônia ocorreu no auditório do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Esta iniciativa é fruto de uma colaboração entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o MDIC, criando um espaço de diálogo contínuo entre órgãos governamentais, instituições públicas e privadas e o ecossistema de inovação brasileiro. O principal objetivo do Comitê é fortalecer a coordenação das políticas públicas voltadas para startups, promovendo maior integração entre as iniciativas federais e ampliando o impacto das ações para o desenvolvimento do empreendedorismo inovador no país. Entre as funções do Comitê estão a articulação de iniciativas de apoio às startups na administração pública federal, promoção de trocas de experiências e boas práticas entre instituições, desenvolvimento de mecanismos para coleta e divulgação de informações sobre políticas públicas e acompanhamento das iniciativas em andamento. Além disso, o Comitê terá a capacidade de propor medidas, decretos e outros atos normativos para aperfeiçoar a legislação relacionada às startups e à inovação. A criação deste colegiado representa um avanço significativo na agenda de inovação do Brasil, reunindo diferentes atores para formular políticas públicas mais eficazes e alinhadas às necessidades das startups. A expectativa é que essa iniciativa contribua para aumentar a competitividade, estimular o desenvolvimento tecnológico e impulsionar a inovação como um motor de crescimento econômico no país. --- ## Reunião GRT SEPROSC: Dados e IA no RH em pauta - URL: https://empreendanews.com.br/noticia/reuniao-grt-seprosc-dados-e-ia-no-rh-em-pauta - Publicado em: 2026-08-11 - Autor: Daniel Huebes Haendchen - Editoria: Gestão empresarial - Tags: gestão de pessoas, peopletech, tecnologia, evento, Blumenau, cultura organizacional, inteligência artificial, RH, ColabLife, gestão de talentos. > Participei hoje da Reunião GRT, em Blumenau, com três especialistas discutindo como dados e inteligência artificial estão transformando a gestão de pessoas. O evento reforçou algo que já é premissa da ColabLife: RH estratégico depende de decisão orientada por dado, não só de intuição. Hoje estive na Reunião GRT, promovida pelo SEPROSC e CollabTech, no Auditório da ACIB Blumenau, discutindo um tema que toca direto no que a gente constrói todos os dias na ColabLife: o uso de dados e inteligência artificial na gestão de pessoas. Três especialistas trouxeram olhares complementares: 📊 Carolina Pizolati Farah (CEO da SinSalarial, Diretora da Vertical PeopleTech da ACATE) abriu com “Decidir com dados: a nova vantagem competitiva do RH Tech” 🤖 William Mazza (especialista em IA aplicada a negócios, autor de “Prompting Sem Segredos”) trouxe a revolução da IA aplicada à área 👥 Bianca Michelle Krause Gomes (executiva de RH com mais de 30 anos de experiência) fechou com uma visão prática de dados e IA no dia a dia do RH Na minha visão, cada palestra reforçou algo que já é premissa da ColabLife: gestão de talento e cultura organizacional não pode mais depender só de percepção subjetiva. Precisa de dado, de acompanhamento estruturado, de tecnologia que transforma informação dispersa em decisão estratégica. Empresa que ainda trata cultura e desenvolvimento de pessoas de forma totalmente manual está deixando vantagem competitiva na mesa — e foi exatamente esse o alerta que ficou hoje no evento. É por isso que a gente constrói a ColabLife: para que gestão de pessoas pare de ser intuição isolada e passe a ser decisão orientada por dado real, todos os dias. --- ## Hoje 19h: vamos falar sobre a NRF - URL: https://empreendanews.com.br/noticia/hoje-19h-vamos-falar-sobre-o-que-a-nrf - Publicado em: 2026-08-11 - Autor: Daniela Dalmolin Feldens - Editoria: Colunas - Cidade: Blumenau Todos os anos, milhares de líderes se encontram em Nova York para a NRF, um dos maiores eventos globais de varejo e tecnologia. Mas, para mim, reduzir a NRF a uma feira de varejo é perder justamente o que ela tem de mais interessante. A NRF é um grande radar. É onde conseguimos observar, antes de muitas tendências chegarem ao Brasil, como comportamento, tecnologia, experiência, dados, inteligência artificial, lojas, produtos e modelos de negócio estão se transformando. E existe uma pergunta que considero ainda mais importante do que “o que está acontecendo lá fora?”: O que disso pode mudar a forma como fazemos negócios aqui? Porque inovação não é trazer para o Brasil aquilo que está funcionando em Nova York. É entender o contexto, identificar os movimentos que fazem sentido para o nosso mercado e transformar informação em decisão. É justamente a partir desse olhar que nasce a GetGlobal by Primundo, uma jornada estratégica para líderes que pensam o futuro. A iniciativa reúne diferentes expertises para construir uma experiência internacional que vai muito além de participar de um grande evento. A Primundo traz sua experiência na organização de viagens e missões empresariais, conectando líderes e empresas a importantes centros de inovação, negócios e tendências do mundo. A Father & Company agrega sua expertise em internacionalização, comércio exterior e expansão de negócios, ajudando empresas a enxergar oportunidades e caminhos para atuar em mercados globais. A Seeds of Dreams traz o olhar para excelência, experiência do cliente e desenvolvimento de pessoas, mostrando como grandes referências internacionais podem ser transformadas em práticas capazes de gerar relacionamento e resultados. E a DDF Consultoria, da qual faço parte, contribui com o olhar estratégico de branding, posicionamento e comportamento, ajudando a interpretar tendências e transformar repertório em decisões para marcas e negócios. São perspectivas diferentes, mas complementares. Porque acredito que uma missão internacional não deveria ser apenas sobre ver. É preciso observar, questionar, conectar pontos e, principalmente, entender o que aquilo significa para o seu negócio. É por isso que hoje, 11 de agosto, às 19h, faremos uma live online para falar sobre a NRF e sobre os movimentos que estamos observando no mercado. Vamos conversar sobre tendências, experiências, inovação e os sinais que podem ajudar líderes a pensar o próximo passo de suas empresas. Porque viajar para um grande evento pode ser uma experiência. Mas voltar de lá enxergando o próprio negócio de outra maneira é estratégia. Se você quer entender o que a NRF pode revelar sobre os próximos movimentos do mercado e como transformar esse repertório em oportunidades para o seu negócio, participe com a gente. Hoje, às 19h, online. A participação é gratuita, mas é necessário fazer a inscrição: Inscreva-se aqui para participar da live Porque quem pensa o futuro precisa, antes de tudo, aprender a enxergar os sinais. --- ## Oktobercloud 2026 reúne nomes da tecnologia em Blumenau e abre ingressos - URL: https://empreendanews.com.br/noticia/oktobercloud-2026-reune-nomes-da-tecnologia-em-blumenau-e-abre-ingressos - Publicado em: 2026-08-11 - Autor: EmpreendaNews - Conteúdo - Editoria: Eventos - Cidade: Blumenau - Tags: tecnologia, Blumenau, inovação, oktobercloud, cloud computing > Realizado no Teatro Carlos Gomes, o encontro promete reunir profissionais, especialistas, executivos, desenvolvedores, arquitetos de soluções e empresas de diferentes regiões do país para um dia inteiro de conteúdo e conexão. Blumenau recebe no dia 8 de outubro de 2026 mais uma edição do Oktobercloud, evento voltado à computação em nuvem, inteligência artificial, dados, desenvolvimento e inovação. Realizado no Teatro Carlos Gomes, o encontro promete reunir profissionais, especialistas, executivos, desenvolvedores, arquitetos de soluções e empresas de diferentes regiões do país para um dia inteiro de conteúdo e conexão. O evento anuncia mais de 12 palestras e terá capacidade limitada a aproximadamente 650 participantes. Os ingressos para o Oktobercloud 2026 já estão disponíveis para compra pela Sympla. Compre seu ingresso: https://beta.sympla.com.br/evento/oktobercloud-2026-congresso/3473334 Tecnologia, negócios e novas conexões O Oktobercloud nasceu com a missão de aproximar a comunidade de tecnologia e promover a troca de conhecimento sobre o universo de Cloud Computing. Ao longo de suas edições, o congresso passou a reunir discussões que vão além da infraestrutura em nuvem e acompanham diretamente as transformações que estão ocorrendo dentro das empresas. Entre os temas esperados para 2026 estão Cloud Computing, Inteligência Artificial, dados, arquitetura de software, desenvolvimento, inovação e novas tecnologias aplicadas aos negócios. A proposta é criar um ambiente em que conhecimento técnico e estratégia empresarial estejam conectados. Além do conteúdo nos palcos, o evento também terá espaços para networking, experiências, ativações e troca entre profissionais e empresas do setor. Oktobercloud nasceu no ecossistema de tecnologia de Blumenau O evento é liderado por Diego Alexandre, CEO da Dati, empresa ligada à organização e realização do Oktobercloud. A iniciativa surgiu dentro da comunidade tecnológica da região com o objetivo de fortalecer o compartilhamento de conhecimento e aproximar profissionais que trabalham diretamente com computação em nuvem e transformação digital. Com o crescimento das edições, o Oktobercloud passou a receber especialistas de empresas e comunidades de tecnologia de diferentes partes do Brasil. A realização de mais uma edição também reforça o posicionamento de Blumenau como um dos polos tecnológicos de Santa Catarina. Mais de 12 palestras durante o evento A edição de 2026 será presencial e terá programação ao longo de todo o dia. De acordo com as informações divulgadas oficialmente, estão previstas mais de 12 palestras, além das experiências e momentos destinados a networking. Programação geral 8 de outubro de 2026 A partir das 8h Credenciamento e início das atividades Palestras e conteúdos técnicos Cloud Computing Inteligência Artificial Dados e tecnologia Arquitetura e desenvolvimento Networking Experiências e ativações Coffee break Encerramento Happy hour Networking entre participantes, palestrantes e empresas A programação individual com os horários de cada palestra e os demais nomes do line-up está sendo divulgada pela organização. Cloud deixou de ser assunto apenas do setor de TI O crescimento do Oktobercloud acontece em um momento em que a computação em nuvem ganhou um papel cada vez mais estratégico dentro das organizações. Inteligência artificial, automação, softwares por assinatura, processamento de dados e produtos digitais dependem diretamente de uma infraestrutura tecnológica capaz de crescer de maneira escalável. Por isso, as decisões envolvendo cloud já não ficam restritas aos departamentos de tecnologia. Custos, segurança, produtividade, inovação e velocidade para desenvolver novos produtos passaram a fazer parte da discussão dos próprios negócios. É justamente nessa interseção que eventos como o Oktobercloud ganham relevância: aproximando quem desenvolve a tecnologia de quem precisa utilizá-la para transformar empresas. Blumenau recebe novamente a comunidade de tecnologia O evento acontecerá no tradicional Teatro Carlos Gomes, localizado no Centro de Blumenau. Para 2026, a organização anuncia 650 vagas limitadas, reforçando o crescimento do congresso e a expectativa de reunir novamente uma grande comunidade de profissionais de tecnologia. Os ingressos já estão disponíveis e podem ser adquiridos antecipadamente pela plataforma Sympla. Serviço — Oktobercloud 2026 Evento: Oktobercloud 2026 Data: 8 de outubro de 2026 Início: 8h Local: Teatro Carlos Gomes Endereço: Rua XV de Novembro, 1181 — Centro Cidade: Blumenau (SC) Formato: Presencial Programação: Mais de 12 palestras Capacidade: 650 participantes Temas: Cloud Computing, Inteligência Artificial, Dados, Desenvolvimento, Arquitetura e Inovação Ingressos: https://beta.sympla.com.br/evento/oktobercloud-2026-congresso/3473334 --- ## FERSUL 2026: Impulso para o Alto Vale do Itajaí - URL: https://empreendanews.com.br/noticia/fersul-2026-impulso-para-o-alto-vale-do-itajai - Publicado em: 2026-08-11 - Autor: Jorge Rohden - Editoria: Eventos - Tags: eventos, Rio do Sul, FERSUL 2026 > FERSUL 2026 em Rio do Sul: evento multissetorial que impulsiona o desenvolvimento regional. De acordo com o portal eventos.acirs.com.br, a FERSUL 2026 está marcada para acontecer de 12 a 14 de agosto no Centro de Eventos Hermann Purnhagen, em Rio do Sul. Este evento promete uma programação diversificada que inclui exposição multissetorial, espaços de networking, oportunidades comerciais e eventos paralelos. A FERSUL é muito mais que uma feira de negócios — é uma vitrine da força econômica e empreendedora da região. Ao longo de três dias, os participantes terão a chance de explorar um ambiente projetado para promover produtos, serviços e inovação, além de fortalecer o papel de Rio do Sul como um importante polo de desenvolvimento regional. O evento busca reunir empresas, entidades e profissionais para fomentar novas parcerias e conexões. Uma das atrações será a palestra "A Jornada do Herói" com Gue Oliveira, no dia 14 de agosto às 20h30. Gue, que é a cabeleireira mais seguida do mundo com mais de 15 milhões de seguidores, compartilhará sua experiência como empresária e palestrante. A FERSUL 2026 surge como uma oportunidade estratégica para empresas que desejam aumentar sua visibilidade e integrar-se ao movimento de desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí. Com informações de eventos.acirs.com.br. --- ## Daniela Dalmolin destaca estratégia como base para construir marcas fortes - URL: https://empreendanews.com.br/noticia/daniela-dalmolin-destaca-estrategia-como-base-para-construir-marcas-fortes - Publicado em: 2026-08-11 - Autor: EmpreendaNews - Conteúdo - Editoria: Gestão Empresarial > Em entrevista ao EmpreendaNews, especialista em branding e marketing falou sobre posicionamento, marca pessoal, comportamento do consumidor, varejo e os cuidados que empresas precisam ter antes de mudar sua comunicação. Construir uma marca forte vai muito além de escolher um nome, uma cor ou criar uma nova identidade visual. Para Daniela Dalmolin Feldens, especialista em branding, marketing e estratégia, o processo começa pela clareza sobre quem a empresa é, onde deseja chegar e como pretende ser percebida pelo mercado. Em entrevista conduzida por João Taumaturgo e Felipe Rangel, no EmpreendaNews, Daniela compartilhou sua trajetória profissional e falou sobre os desafios enfrentados por empresas que buscam fortalecer ou reposicionar suas marcas. Embaixadora do EmpreendaNews, Daniela também já atuou como correspondente do portal durante a NRF, em Nova York, uma das principais referências mundiais quando o assunto é varejo e comportamento do consumidor. Durante a conversa, ela defendeu um olhar mais estratégico sobre marketing e alertou para decisões tomadas apenas com base em tendências, opiniões pessoais ou soluções aparentemente rápidas. Do comércio exterior ao universo das marcas A trajetória de Daniela não começou diretamente no marketing. Sua formação é em Administração com habilitação em Comércio Exterior, área na qual iniciou a carreira. Depois de um intercâmbio na Alemanha e de uma especialização voltada ao comércio exterior, passou a trabalhar em uma grande empresa do setor têxtil. A mudança de direção aconteceu quando a companhia iniciou um processo de reestruturação e reposicionamento de suas marcas e produtos. Daniela foi escolhida para participar internamente do projeto ao lado da consultoria responsável pelo trabalho. A experiência se tornou uma escola e despertou ainda mais o interesse que ela já possuía por produtos, marcas e comportamento. Posteriormente, assumiu a gestão de uma categoria de produtos e precisou mergulhar ainda mais em posicionamento e estratégia para desenvolver no Brasil uma linha que já possuía força no mercado norte-americano. Foi nesse momento que decidiu se especializar em marketing. Após cerca de 12 anos na companhia e diferentes formações complementares, Daniela deixou a empresa e seguiu para a consultoria. Hoje, seu trabalho envolve tanto a criação de marcas do zero quanto o fortalecimento de marcas existentes, passando por diagnóstico, posicionamento, rebranding, identidade, comunicação e estratégia. Antes de mudar uma marca, é preciso entender o problema Um dos principais alertas feitos por Daniela durante a entrevista está relacionado à pressa das empresas em realizar mudanças. Quando vendas diminuem ou os resultados deixam de aparecer, é comum acreditar que chegou a hora de trocar a identidade visual, mudar a comunicação ou fazer um rebranding. Para a especialista, esse raciocínio pode levar a uma decisão equivocada. Antes de qualquer transformação, Daniela defende a realização de um diagnóstico que considere pesquisas, dados, números da empresa, posicionamento atual e comportamento do consumidor. “Não existe uma matemática de dois mais dois igual a quatro”, explicou ao abordar decisões relacionadas à construção de marcas. Segundo ela, mesmo quando existe experiência e percepção suficientes para imaginar qual caminho será recomendado, os dados ajudam a dar segurança para a decisão. Isso acontece porque uma alteração aparentemente simples, como trocar uma cor, pode mudar a maneira como consumidores que já conhecem aquela empresa percebem a marca. A pergunta inicial, portanto, deveria ser: por que mudar? Daniela citou durante a conversa a metodologia dos “cinco porquês”, utilizada para aprofundar um problema e chegar mais próximo de sua verdadeira origem. Uma dificuldade comercial, por exemplo, pode não ter qualquer relação direta com a identidade da marca. Estratégia dá clareza para empresas escolherem onde querem chegar Para Daniela, um dos sinais de que uma empresa precisa rever sua estratégia aparece quando o empreendedor já não consegue responder perguntas básicas sobre o próprio negócio. Quem é o consumidor? O que a empresa precisa comunicar? Com quais parceiros deve se relacionar? Como deseja ser percebida? Onde pretende chegar? Quando essas respostas não estão claras, a empresa tende a fazer muitas coisas ao mesmo tempo, tentando atender diferentes públicos e ocupar todos os espaços. O resultado pode ser justamente o contrário do esperado. Na avaliação da especialista, estratégia também significa escolher o que não será feito. Ter clareza sobre o objetivo permite concentrar recursos, comunicação e esforços no caminho que realmente faz sentido para a empresa. Reposicionamento vai muito além da identidade visual Durante a entrevista, Daniela apresentou um case envolvendo o Grupo IDOC para exemplificar como um reposicionamento pode envolver diferentes áreas de uma empresa. Segundo ela, o projeto começou com uma análise do posicionamento de mercado. O diagnóstico mostrou que havia questões relacionadas não apenas à marca, mas também ao produto, à faixa de preço e aos pontos de venda em que ele estava inserido. A mudança exigiu melhoria de produto, ajustes de comunicação e uma nova estratégia comercial para buscar outros pontos de venda. Somente depois dessas decisões foi realizado o rebranding e desenvolvida uma nova identidade para a marca. O exemplo mostra, segundo Daniela, que branding não deve ser tratado como uma questão apenas estética ou de vaidade. A identidade visual pode ser a parte mais visível para o consumidor, mas precisa representar uma estratégia que foi construída antes. Marca pessoal cresce, mas autenticidade precisa vir primeiro Outro tema abordado por João Taumaturgo e Felipe Rangel foi o crescimento das marcas pessoais. Para Daniela, pessoas tendem a criar conexões mais fortes com outras pessoas do que apenas com empresas. Quando consumidores conhecem os fundadores ou profissionais que estão por trás de uma organização, surgem novas possibilidades de identificação. “Humano se conecta com humano”, destacou. A especialista, no entanto, fez uma ressalva: trabalhar a marca pessoal não significa construir um personagem para as redes sociais. Para ela, posicionamento precisa estar conectado à personalidade e aos valores reais de quem está se comunicando. Quando uma pessoa cria uma imagem completamente diferente de quem realmente é, sustentar esse personagem pode se tornar um problema. Por isso, Daniela defende que fundadores e empresários avaliem se realmente possuem interesse e disposição para assumir maior exposição. Nem toda empresa precisa obrigatoriamente transformar seu fundador em influenciador. Mas, quando existe essa disposição, a marca pessoal pode contribuir para gerar proximidade, confiança e autoridade. Experiência física volta a ganhar importância O varejo também ocupou espaço importante na entrevista. Daniela destacou que, mesmo com a expansão do digital, os ambientes físicos continuam tendo um papel estratégico na construção das marcas. É no ponto de venda que o consumidor pode experimentar de maneira direta diferentes elementos de uma empresa: atendimento, ambiente, produto, comunicação e experiência. Segundo ela, com a concorrência cada vez maior no ambiente digital, ações presenciais também podem se transformar em uma forma relevante de diferenciação. O físico ainda pode alimentar o próprio digital. Uma experiência marcante, um ambiente preparado para receber pessoas ou uma ativação de marca podem gerar fotos, vídeos e compartilhamentos espontâneos. Daniela citou exemplos como Red Bull para mostrar como experiências realizadas no mundo físico conseguem posteriormente ganhar escala nas redes sociais. Tecnologia precisa resolver problemas do consumidor A adoção de tecnologia no varejo também foi discutida durante a conversa. Para Daniela, empresas precisam evitar implementar soluções simplesmente porque são novas ou estão em evidência. A tecnologia precisa facilitar a jornada. Um checkout automático que constantemente exige a presença de um funcionário, por exemplo, pode acabar gerando mais frustração do que conveniência. Outro ponto é conhecer o público. Uma solução completamente automatizada pode funcionar para determinados consumidores e representar uma dificuldade para outros. Por isso, uma das alternativas defendidas durante a conversa é realizar testes e projetos-piloto antes de transformar toda a operação. A tecnologia também pode ajudar empresas a enfrentar dificuldades como a falta de mão de obra, automatizando etapas mais simples e permitindo que profissionais sejam direcionados aos pontos da jornada em que o contato humano realmente gera maior valor. Marketing não é apenas propaganda Um dos pontos centrais da entrevista foi justamente ampliar a compreensão sobre o que significa marketing. Para Daniela, ainda existe uma visão que limita a área à comunicação e à propaganda. Na prática, marketing também envolve produto, preço, distribuição, experiência, consumidor e estratégia. Uma excelente campanha não consegue resolver, sozinha, um produto inadequado, um preço desalinhado com sua proposta de valor ou uma distribuição que coloca aquela marca diante do público errado. Por isso, a especialista defende uma visão integrada. Da identidade visual ao atendimento, do preço ao ponto de venda e da presença digital à maneira como seus representantes se comportam, diferentes elementos influenciam a percepção construída na cabeça do consumidor. No fim, uma ideia atravessou diversos momentos da conversa: tudo comunica. Para empresas e profissionais, isso significa que posicionamento não é apenas aquilo que uma marca diz sobre si mesma, mas o conjunto de sinais que entrega diariamente ao mercado. A entrevista completa com Daniela Dalmolin Feldens, conduzida por João Taumaturgo e Felipe Rangel, está disponível nos canais do EmpreendaNews. ---